Moraes deve decidir destino de 10 armas de Jair Bolsonaro
Os armamentos estão sob a guarda da Polícia Federal, após decisão de apreensão do ministro do STF

O ex-presidente Jair Bolsonaro | Diego Herculano/Reuters
A Polícia Federal (PF) pediu, nesta terça (11), ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que determine o destino de 10 armas de fogos apreendidas do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro. Atualmente, o material está sob guarda da Superintendência Regional da PF no Distrito Federal (DF).
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O entendimento da PF é que não cabe às suas atribuições definir o destino das armas, já que as apreensões foram cumpridas por ordem judicial e não por inquérito policial próprio.
“Competindo ao órgão jurisdicional responsável pelo processo deliberar sobre eventual encaminhamento ao Comando do Exército ou outra providência legalmente cabível”, disse o parecer.
O pedido segue a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que determinou a revogação do porte de arma e os certificados de registro de colecionador, atirador desportivo e caçador (CAC) do ex-presidente.
O texto também pediu a apreensão de todas as armas de fogo vinculadas à Bolsonaro, listadas abaixo:
- Pistola Forjas Taurus — calibre .380 Automatic
- Pistola Forjas Taurus — calibre .40 Smith & Wesson
- Pistola Glock — calibre 9x19 mm Parabellum
- Carabina/Fuzil Caracal — calibre 5,56x45 mm
- Pistola Caracal — calibre 9x19 mm Parabellum
- Carabina/Fuzil Springfield Armory — calibre 7,62x51 mm
- Espingarda Typhoon — calibre 12 GA
- Pistola Arex — calibre 9x19 mm Parabellum
- Pistola SIG-Sauer — calibre 9x19 mm Parabellum
- Espingarda Maestro Arms Company — calibre 12 GA
Dentre as armas, o fuzil e a pistola Caracal estavam em posse da PF em Brasília desde 2023, por ordem do Tribunal de Contas da União (TCU). Já a espingarda Maestro Arms Company, personalizada com a bandeira do Brasil, foi apreendida no início de julho, no município de Cachoeirinha (RS).
O restante das armas estavam nas dependências do 1º Batalhão de Polícia do Exército. A exceção era uma pistola que ficou sob custódia da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), após ser apreendida com um militar do Exército que atuava na segurança de Bolsonaro, durante uma blitz.















