Política

PF mira presidente do PCO por suspeita de desvio de dinheiro

Agentes cumpriram mandados de busca contra o presidente do partido, Rui Costa Pimenta; suspeita é de repasse indevido dos fundos eleitoral e partidário

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Anita Prado, Victor Schneider
Rui Costa Pimenta é presidente do PCO | Flickr

Rui Costa Pimenta é presidente do PCO | Flickr

A Polícia Federal (PF) cumpriu nesta terça-feira (11) seis mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao Partido da Causa Operária (PCO), incluindo contra o seu presidente, Rui Costa Pimenta, que disputará em outubro sua quarta eleição para o Palácio do Planalto.

Os quatro endereços vasculhados pelos agentes na Operação Causa Própria ficam em São Paulo, que abriga a sede nacional da sigla. A suspeita é de que Rui Costa Pimenta e o PCO tenham desviado recursos públicos do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral para outras finalidades.

A suspeita surgiu a partir de prestações de contas apresentadas à Justiça Eleitoral cruzadas com relatórios de inteligência financeira. A investigação apura se o dinheiro foi repassado a empresas e pessoas sem vínculo com a atividade político-partidária. Os crimes investigados são de apropriação indébita eleitoral, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro.

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O PCO não cumpriu a cláusula de desempenho para ter acesso a recursos do fundo partidário neste ano. Por outro lado, teve direito a R$ 3,3 milhões da Justiça Eleitoral para gastos de campanha. Fundado em 1995 como dissidência do PT, a sigla elegeu só um representante em três décadas de atuação: o vereador João Vieira da Silva, em 2004, pelo município de Benjamin Constant (AM).

Foram determinados os bloqueios de contas bancárias e aplicações financeiras de Costa Pimenta e do partido. Investigados pelo esquema também foram afastados de cargos de direção e administração a pedido dos investigadores.

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