Delegado relembra bastidores de investigações como os sequestros de Washington Olivetto e a prisão de Paulo Cupertino
Fabio Diamante, Robinson Cerantula
Um dos maiores sequestros do Brasil, a prisão do assassino Paulo Cupertino e o primeiro caso de racismo que levou um jogador de futebol à prisão dentro de campo. Esses são alguns dos casos lembrados pelo delegado Osvaldo Nico Gonçalves, no True Crime desta semana.
Atual secretário da Segurança Pública de São Paulo, Nico participou diretamente da libertação do publicitário Washington Olivetto, sequestrado em 2001, quando saía da agência W/Brasil, em São Paulo. Olivetto foi levado à força durante uma falsa blitz da Polícia Federal e permaneceu 53 dias em um pequeno quarto, no Brooklin, sem ver a luz do sol.
O crime envolveu uma quadrilha internacional e teve entre os principais negociadores o chileno Maurício Norambuena. Depois da prisão do bando, o criminoso dizia não saber onde Olivetto estava.
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“Pouca gente acreditou nele. Eu fui uma dessas pessoas”, relembra Nico. Até que um telefonema mudou o rumo da investigação. “Com um telefonema, conseguimos encerrar o sequestro e ter um final feliz.”
Nico Gonçalves é o atual secretário de Segurança Pública de São Paulo | SBT News
Com mais de três décadas de carreira policial, Nico também falou sobre os bastidores da prisão de Paulo Cupertino, acusado de matar a tiros o ator Rafael Miguel e os pais dele, em 2019. Cupertino ficou quase três anos foragido até ser preso em São Paulo, em 2022. “Bateu na trave três vezes”, conta o delegado sobre as tentativas de localizar o criminoso.
O True Crime também resgata outro episódio marcante da carreira de Nico: em 2005, ele foi responsável pela prisão, dentro do estádio, do jogador argentino Leandro Desábato, do Quilmes, acusado de ofender racialmente o atacante Grafite, do São Paulo. Foi a primeira vez que um jogador de futebol foi preso em campo por um caso de racismo no Brasil.
Em uma entrevista franca, Nico relembra grandes investigações, prisões e os momentos mais marcantes de uma carreira mergulhada no combate ao crime. “Não sirvo para outra coisa. Sentir o cheiro de pólvora, minha vida é isso aí.”
True Crime: Nico Gonçalves relembra casos marcantesDelegado relembra bastidores de investigações como os sequestros de Washington Olivetto e a prisão de Paulo CupertinoBrasil2026-09-26T17:00:00.000ZUm dos maiores sequestros do Brasil, a prisão do assassino Paulo Cupertino e o primeiro caso de racismo que levou um jogador de futebol à prisão dentro de campo. Esses são alguns dos casos lembrados pelo delegado Osvaldo Nico Gonçalves, no True Crime desta semana. Atual secretário da Segurança Pública de São Paulo, Nico participou diretamente da libertação do publicitário Washington Olivetto, sequestrado em 2001, quando saía da agência W/Brasil, em São Paulo. Olivetto foi levado à força durante uma falsa blitz da Polícia Federal e permaneceu 53 dias em um pequeno quarto, no Brooklin, sem ver a luz do sol. O crime envolveu uma quadrilha internacional e teve entre os principais negociadores o chileno Maurício Norambuena. Depois da prisão do bando, o criminoso dizia não saber onde Olivetto estava. “Pouca gente acreditou nele. Eu fui uma dessas pessoas”, relembra Nico. Até que um telefonema mudou o rumo da investigação. “Com um telefonema, conseguimos encerrar o sequestro e ter um final feliz.” Com mais de três décadas de carreira policial, Nico também falou sobre os bastidores da prisão de Paulo Cupertino, acusado de matar a tiros o ator Rafael Miguel e os pais dele, em 2019. Cupertino ficou quase três anos foragido até ser preso em São Paulo, em 2022. “Bateu na trave três vezes”, conta o delegado sobre as tentativas de localizar o criminoso. O True Crime também resgata outro episódio marcante da carreira de Nico: em 2005, ele foi responsável pela prisão, dentro do estádio, do jogador argentino Leandro Desábato, do Quilmes, acusado de ofender racialmente o atacante Grafite, do São Paulo. Foi a primeira vez que um jogador de futebol foi preso em campo por um caso de racismo no Brasil. Em uma entrevista franca, Nico relembra grandes investigações, prisões e os momentos mais marcantes de uma carreira mergulhada no combate ao crime. “Não sirvo para outra coisa. Sentir o cheiro de pólvora, minha vida é isso aí.”São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/true-crime-nico-goncalves-relembra-casos-marcantes