Moraes decreta prisão de Léo Índio, réu pelo 8 de janeiro
Primo dos filhos mais velhos de Jair Bolsonaro fugiu para Argentina

Yumi Kuwano
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decretou, nesta quarta-feira (2), a prisão preventiva de Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Léo Índio, após o réu pelos atos golpistas do 8 de janeiro de 2023 deixar o país sem autorização.
Como ele está na Argentina, o STF deve pedir a extradição do primo dos três filhos mais velhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
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"Intimada para prestar esclarecimentos, a Defesa informou que o acusado, atualmente, está na Argentina, mediante expedição de documento provisório válido até 4/6/2025 (Expediente nº 890203 2025) e que formalizou solicitação de refúgio naquele país nos termos da Ley 26.165 da República da Argentina", diz o documento.
Léo Índio afirmou, em um vídeo exibido em uma emissora de rádio na semana passada, que viajou para o país vizinho com medo de ser preso após Bolsonaro e outras sete pessoas se tornarem réus por tentativa de golpe de Estado. Ele descumpriu medidas cautelares impostas pelo STF em janeiro de 2023.
"Verifica-se que o réu demonstrou ampla intenção de sair do território nacional com a finalidade de se evadir do distrito de culpa, uma vez que o acusado tendo plena ciência do cancelamento de seu passaporte, deliberadamente fugiu do Brasil, tendo ingressado na Argentina com o documento de identidade, em razão da desnecessidade de apresentação obrigatória de passaporte em países do Mercosul", completa Moraes.
Nesta quarta (2), a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou a favor da decretação da prisão preventiva de Léo Índio para assegurar a aplicação da lei.