Misoginia: senadora aciona PGR para investigar bolsonarista
Soraya Thronicke pede investigação por violência política de gênero após declarações de jornalista bolsonarista que afirmou que mulheres votam mal
Vicklin Moraes
30/06/2026, 21:10 • Atualizado em 30/06/2026, 21:10
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A senadora Soraya Thronicke e o jornalista Paulo Figueiredo | Agência Senado e @PauloFigueiredoShow
A senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) encaminhou, nesta terça-feira (30), uma notícia-crime à Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo a abertura de investigação sobre declarações do jornalista e influenciador Paulo Figueiredo que, segundo a parlamentar, podem configurar violência política de gênero e discurso misógino.
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A iniciativa foi motivada por falas feitas durante um podcast transmitido dos Estados Unidos, nas quais Figueiredo afirmou que “mulher vota muito mal”, além de atribuir às mulheres casadas a tendência de seguir a orientação política dos maridos e utilizar expressões ofensivas contra mulheres que participam da vida pública. Após a repercussão, ele voltou às redes sociais para reafirmar e intensificar as declarações.
Além da apuração dos fatos, Soraya solicita que a PGR preserve as provas digitais do caso, incluindo o vídeo original e as publicações nas redes sociais, com seus registros de alcance e repercussão. A senadora também pede a adoção de medida cautelar para proibir temporariamente novas publicações sobre os fatos investigados, enquanto durar a apuração.
A representação destaca ainda que, embora as declarações tenham sido feitas a partir dos Estados Unidos, isso não afasta a competência das autoridades brasileiras, uma vez que os efeitos das manifestações alcançam o Brasil e podem atingir direitos protegidos pela legislação nacional.
Em publicação no X, na segunda-feira (29), o comentarista reafirmou as críticas às mulheres e ampliou declarações feitas na semana anterior, em meio à crise envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
“Deixa eu me retratar: mulher não vota muito mal, mulher vota mal PARA CARALHO. Especialmente as solteiras. [...] Como isso sequer é controverso, meu Deus? Estatisticamente é indiscutível. Mas nem sempre foi assim! Isso tem a ver com o avanço desta ideologia demoníaca feminista que está destruindo a vida das mulheres”, escreveu.
A nova manifestação ocorreu dias após comentários semelhantes feitos por Figueiredo ao criticar Michelle. Na ocasião, a ex-primeira-dama havia divulgado vídeos nos quais afirmou ter sido maltratada e desrespeitada por Flávio Bolsonaro após divergências políticas.
Neto do ex-presidente João Figueiredo, último chefe do regime militar, Paulo Figueiredo vive nos Estados Unidos e atua como interlocutor próximo da família Bolsonaro. Ele mantém relação com o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e com Flávio, além de ser conhecido por críticas recorrentes a Michelle.
Em uma das gravações divulgadas na semana passada, Michelle mencionou pessoas que estariam atuando contra ela a partir do exterior, em referência a Eduardo, que vive nos Estados Unidos, e ao próprio Figueiredo.
Misoginia: senadora aciona PGR para investigar bolsonaristaSoraya Thronicke pede investigação por violência política de gênero após declarações de jornalista bolsonarista que afirmou que mulheres votam malPolítica2026-06-30T21:10:16.369ZA senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) encaminhou, nesta terça-feira (30), uma notícia-crime à Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo a abertura de investigação sobre declarações do jornalista e influenciador Paulo Figueiredo que, segundo a parlamentar, podem configurar violência política de gênero e discurso misógino. A iniciativa foi motivada por falas feitas durante um podcast transmitido dos Estados Unidos, nas quais Figueiredo afirmou que “mulher vota muito mal”, além de atribuir às mulheres casadas a tendência de seguir a orientação política dos maridos e utilizar expressões ofensivas contra mulheres que participam da vida pública. Após a repercussão, ele voltou às redes sociais para reafirmar e intensificar as declarações. Além da apuração dos fatos, Soraya solicita que a PGR preserve as provas digitais do caso, incluindo o vídeo original e as publicações nas redes sociais, com seus registros de alcance e repercussão. A senadora também pede a adoção de medida cautelar para proibir temporariamente novas publicações sobre os fatos investigados, enquanto durar a apuração. A representação destaca ainda que, embora as declarações tenham sido feitas a partir dos Estados Unidos, isso não afasta a competência das autoridades brasileiras, uma vez que os efeitos das manifestações alcançam o Brasil e podem atingir direitos protegidos pela legislação nacional. Entenda o caso Em publicação no X, na segunda-feira (29), o comentarista reafirmou as críticas às mulheres e ampliou declarações feitas na semana anterior, em meio à crise envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). “Deixa eu me retratar: mulher não vota muito mal, mulher vota mal PARA CARALHO. Especialmente as solteiras. [...] Como isso sequer é controverso, meu Deus? Estatisticamente é indiscutível. Mas nem sempre foi assim! Isso tem a ver com o avanço desta ideologia demoníaca feminista que está destruindo a vida das mulheres”, escreveu. A nova manifestação ocorreu dias após comentários semelhantes feitos por Figueiredo ao criticar Michelle. Na ocasião, a ex-primeira-dama havia divulgado vídeos nos quais afirmou ter sido maltratada e desrespeitada por Flávio Bolsonaro após divergências políticas. Neto do ex-presidente João Figueiredo, último chefe do regime militar, Paulo Figueiredo vive nos Estados Unidos e atua como interlocutor próximo da família Bolsonaro. Ele mantém relação com o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e com Flávio, além de ser conhecido por críticas recorrentes a Michelle. Em uma das gravações divulgadas na semana passada, Michelle mencionou pessoas que estariam atuando contra ela a partir do exterior, em referência a Eduardo, que vive nos Estados Unidos, e ao próprio Figueiredo.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/misoginia-senadora-aciona-pgr-para-investigar-bolsonarista