Ministros do Planalto veem “decisão acertada” em ausência de Janja em desfile na Sapucaí
Primeira-dama participou de ensaios e tinha sinal verde da equipe jurídica do governo. Desistência foi vista como sinal à base de Lula, que estava preocupada


Basília Rodrigues
A ausência da primeira-dama Janja da Silva na Acadêmicos de Niterói foi considerada uma “decisão acertada” por ministros palacianos, que acompanharam de perto o desfile, na noite deste domingo (15), na Sapucaí, no Rio de Janeiro. A escola apresentou o samba-enredo "Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ao SBT News, um dos titulares do time de Lula, que estava no sambódromo, disse que Janja não desfilou “porque ela não quis”.
A decisão foi interpretada por petistas como uma resposta de Janja às críticas, principalmente de integrantes da base aliada, que ficou preocupada com as repercussões negativas do desfile para a chapa de Lula nestas eleições. O objetivo, para eles, sempre foi não arriscar chances de inelegibilidade.
Janja participou dos ensaios na Sapucaí, e tinha autorização do departamento jurídico do Palácio do Planalto. Só que, nesta semana, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve a homenagem a Lula no carnaval, mesmo o presidente sendo candidato nestas eleições, mas encaminhou alertas.
A presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, afirmou que “a festa popular do carnaval não pode ser fresta para ilícitos de ninguém”. Apontou ainda para um cenário de areia movediça: “quem entra, o faz sabendo que pode afundar".









