Ministro do Trabalho diz que Wagner deveria deixar liderança
Para Luiz Marinho, senador é conhecido pela “atuação exemplar", mas afastamento provisório seria a melhor saída enquanto explica relações com o Master
SBT News
24/06/2026, 19:55 • Atualizado em 24/06/2026, 19:57
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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho | Divulgação/Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse nesta quarta-feira (24) que, em sua avaliação pessoal, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), deveria se afastar do cargo enquanto presta esclarecimentos sobre a relação com o Banco Master. Wagner foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero na última semana, com a Polícia Federal (PF) indicando que ele teria recebido recursos financeiros para atuar em favor dos interesses do banco de Daniel Vorcaro no Congresso Nacional, incluindo um apartamento em Salvador (BA), por intermédio do empresário Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro. Wagner nega.
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Desde então, o senador tem sido pressionado por aliados da base governista a deixar a função, sobretudo depois de uma entrevista à Band News considerada pouco elucidativa e com exposição desnecessária do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Um encontro entre Lula e Wagner nesta quarta deve decidir se haverá ou não um afastamento de Wagner da função.
Embora tenha dito torcer pela inocência do senador, Marinho ponderou que a melhor saída no momento é deixar o cargo de forma espontânea. O ministro frisou, por outro lado, que “gosta e respeita muito” Wagner, a quem definiu ter “atuação exemplar” como senador.
“Tem momentos em que às vezes a pessoa tem que deixar a sua posição para se defender, tem mais condições de atuar, enfim, do que ficar ali na posição do que está exercendo. Estou falando uma avaliação pessoal minha", disse Marinho durante a apresentação da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de maio.
Investigações contra Jaques
A Polícia Federal aponta que Jaques Wagner recebeu benefícios de Augusto Lima enquanto mantinha interlocuções com ele sobre pautas de interesse da instituição financeira. A investigação cita a compra de ingressos para familiares do parlamentar em um show internacional em Los Angeles, nos Estados Unidos, e o uso de jatinhos sem custos. Em buscas em endereços ligados ao líder do governo em Brasília e na Bahia, a PF apreendeu US$ 55 mil (cerca de R$ 282 mil) e € 33.500 (cerca de R$ 197 mil).
Advogados do senador dizem que ele jamais atuou no Congresso Nacional para favorecer o Master. “Prova disso é que a única emenda de sua autoria sobre o tema, apresentada à Medida Provisória 1106/2022, propunha limitar juros e proteger os consumidores, justamente o contrário dos interesses do Banco”, ressaltou Pablo Domingues, que chefia a equipe jurídica de Wagner.
Ministro do Trabalho diz que Wagner deveria deixar liderançaPara Luiz Marinho, senador é conhecido pela “atuação exemplar", mas afastamento provisório seria a melhor saída enquanto explica relações com o Master
Política2026-06-24T19:55:36.316ZO ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse nesta quarta-feira (24) que, em sua avaliação pessoal, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), deveria se afastar do cargo enquanto presta esclarecimentos sobre a relação com o Banco Master. Wagner foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero na última semana, com a Polícia Federal (PF) indicando que ele teria recebido recursos financeiros para atuar em favor dos interesses do banco de Daniel Vorcaro no Congresso Nacional, , por intermédio do empresário Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro. Desde então, o senador tem sido pressionado por aliados da base governista a deixar a função, sobretudo depois de uma entrevista à Band News considerada pouco elucidativa e com exposição desnecessária do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Um encontro entre Lula e Wagner nesta quarta deve decidir se haverá ou não um afastamento de Wagner da função. Embora tenha dito torcer pela inocência do senador, Marinho ponderou que a melhor saída no momento é deixar o cargo de forma espontânea. O ministro frisou, por outro lado, que “gosta e respeita muito” Wagner, a quem definiu ter “atuação exemplar” como senador. “Tem momentos em que às vezes a pessoa tem que deixar a sua posição para se defender, tem mais condições de atuar, enfim, do que ficar ali na posição do que está exercendo. Estou falando uma avaliação pessoal minha", disse Marinho durante a apresentação da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de maio. Investigações contra Jaques A Polícia Federal aponta que Jaques Wagner recebeu benefícios de Augusto Lima enquanto mantinha interlocuções com ele sobre pautas de interesse da instituição financeira. A investigação cita a compra de ingressos para familiares do parlamentar em um show internacional em Los Angeles, nos Estados Unidos, e o uso de jatinhos sem custos. Em buscas em endereços ligados ao líder do governo em Brasília e na Bahia, a PF apreendeu US$ 55 mil (cerca de R$ 282 mil) e € 33.500 (cerca de R$ 197 mil). Em sua defesa, Jaques disse os valores eram referentes às diárias recebidas do Senado para missões no exterior e também recursos próprios que ele teria sacado para viagens particulares. Em relação ao apartamento, Advogados do senador dizem que ele jamais atuou no Congresso Nacional para favorecer o Master. “Prova disso é que a única emenda de sua autoria sobre o tema, apresentada à Medida Provisória 1106/2022, propunha limitar juros e proteger os consumidores, justamente o contrário dos interesses do Banco”, ressaltou Pablo Domingues, que chefia a equipe jurídica de Wagner. A defesa também em residências do senador alegando nulidades que comprometem a validade da medida.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/ministro-do-trabalho-diz-que-wagner-deveria-deixar-lideranca