Ministério Público pede acesso a contrato de Neymar com bet
Promotoria de Defesa do Consumidor também pediu cópia de contrato com Virginia em investigação sobre possíveis irregularidades
Caroline Vale
24/06/2026, 20:02 • Atualizado em 24/06/2026, 20:02
compartilhar
MP pede a casa de apostas contratos de Neymar e Virginia. | Lourival Ribeiro/SBT -- Reprodução/Santos
A 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon), órgão do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), instaurou um inquérito civil para investigar possíveis irregularidades na atuação da plataforma de apostas Blaze no Brasil. A apuração envolve denúncias de retenção de valores de usuários, bloqueios de contas, possíveis cláusulas abusivas e falhas nas políticas de jogo responsável.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
Um dos focos da investigação é a estratégia de publicidade adotada pela empresa por meio de influenciadores digitais. A Prodecon determinou que a Blaze apresente cópias dos contratos firmados com Neymar Jr., Virginia Fonseca, Lucas Lira e Bruna Unzueta, além de detalhes sobre as diretrizes de marketing utilizadas nas campanhas.
Os promotores querem verificar, entre outros pontos, o uso de mensagens que possam induzir consumidores a enxergar as apostas como fonte de “renda extra”, o que pode configurar publicidade enganosa. A análise também avaliará se as ações promocionais seguiram as normas de proteção ao consumidor e a regulamentação do setor de apostas.
Além da questão publicitária, a investigação busca esclarecer reclamações sobre retenção de recursos, suspensão de contas e exigências para liberação de bônus. Segundo o órgão, há mais de 42 mil reclamações registradas contra a plataforma.
Além de apresentar os contratos firmados com influenciadores, a plataforma terá de fornecer, em até 15 dias, informações detalhadas sobre os processos de abertura, manutenção, bloqueio e encerramento de contas de usuários. A Prodecon também solicitou documentos sobre políticas de bônus e promoções, relatórios de contas suspensas ou bloqueadas, valores retidos, justificativas para as restrições aplicadas, mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro e a estrutura societária da empresa.
O órgão ainda quer esclarecimentos sobre as medidas de jogo responsável adotadas pela plataforma, incluindo ferramentas de autoexclusão, limites para apostas e procedimentos destinados a usuários que desejam restringir ou interromper o acesso ao serviço.
A investigação também contará com informações do Reclame Aqui e da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon). A Prodecon determinou a inclusão de relatórios da plataforma de reclamações referentes aos últimos 12 meses, com dados sobre o volume de queixas, índice de respostas e resolução de problemas. Já a Senacon foi oficiada para encaminhar informações sobre reclamações registradas contra a empresa e eventuais processos administrativos instaurados no país.
Caso sejam constatadas irregularidades, o procedimento poderá resultar na adoção de medidas judiciais e em pedido de indenização por danos morais coletivos estimado em R$ 120 milhões.
O SBT News entrou em contato com a Blaze para eventuais esclarecimentos. O espaço segue aberto.
Ministério Público pede acesso a contrato de Neymar com betPromotoria de Defesa do Consumidor também pediu cópia de contrato com Virginia em investigação sobre possíveis irregularidadesBrasil2026-06-24T20:02:35.838ZA 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon), órgão do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), instaurou um inquérito civil para investigar possíveis irregularidades na atuação da Blaze no Brasil. A apuração envolve denúncias de retenção de valores de usuários, bloqueios de contas, possíveis cláusulas abusivas e falhas nas políticas de jogo responsável. Um dos focos da investigação é a estratégia de publicidade adotada pela empresa por meio de influenciadores digitais. A Prodecon determinou que a Blaze apresente cópias dos contratos firmados com Neymar Jr., Virginia Fonseca, Lucas Lira e Bruna Unzueta, além de detalhes sobre as diretrizes de marketing utilizadas nas campanhas. Os promotores querem verificar, entre outros pontos, o uso de mensagens que possam induzir consumidores a enxergar as apostas como fonte de “renda extra”, o que pode configurar publicidade enganosa. A análise também avaliará se as ações promocionais seguiram as normas de proteção ao consumidor e a regulamentação do setor de apostas. Além da questão publicitária, a investigação busca esclarecer reclamações sobre retenção de recursos, suspensão de contas e exigências para liberação de bônus. Segundo o órgão, há mais de 42 mil reclamações registradas contra a plataforma. Medidas contra a plataforma Além de apresentar os contratos firmados com influenciadores, a plataforma terá de fornecer, em até 15 dias, informações detalhadas sobre os processos de abertura, manutenção, bloqueio e encerramento de contas de usuários. A Prodecon também solicitou documentos sobre políticas de bônus e promoções, relatórios de contas suspensas ou bloqueadas, valores retidos, justificativas para as restrições aplicadas, mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro e a estrutura societária da empresa. O órgão ainda quer esclarecimentos sobre as medidas de jogo responsável adotadas pela plataforma, incluindo ferramentas de autoexclusão, limites para apostas e procedimentos destinados a usuários que desejam restringir ou interromper o acesso ao serviço. A investigação também contará com informações do Reclame Aqui e da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon). A Prodecon determinou a inclusão de relatórios da plataforma de reclamações referentes aos últimos 12 meses, com dados sobre o volume de queixas, índice de respostas e resolução de problemas. Já a Senacon foi oficiada para encaminhar informações sobre reclamações registradas contra a empresa e eventuais processos administrativos instaurados no país. Caso sejam constatadas irregularidades, o procedimento poderá resultar na adoção de medidas judiciais e em pedido de indenização por danos morais coletivos estimado em R$ 120 milhões. O SBT News entrou em contato com a Blaze para eventuais esclarecimentos. O espaço segue aberto.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/ministerio-publico-pede-acesso-a-contrato-de-neymar-com-bet-1
ANP vê queda nos preços de combustíveis após acordo EUA-Irã
Os futuros do Brent, referência para o mercado de petróleo, operam nesta quarta perto de US$ 73/barril, no menor nível desde a véspera do início da guerra