Política

Ministro da Previdência diz que não sabia de envolvimento de secretário preso em operação da PF

Adroaldo Portal foi exonerado após prisão domiciliar decretada no âmbito da força-tarefa Sem Desconto, que investiga fraudes no INSS

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Gabriela Tunes
Ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz | Divulgação/Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz | Divulgação/Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou nesta quinta-feira (18) que foi informado apenas nas primeiras horas do dia de que o secretário-executivo da pasta, Adroaldo Portal, seria alvo da operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU). Segundo o ministro, a informação causou surpresa e levou à exoneração imediata do auxiliar.

De acordo com Queiroz, assim que tomou conhecimento da situação, determinou a saída de Adroaldo do cargo e convidou o procurador Felipe Cavalcante, da Advocacia-Geral da União (AGU), para assumir a função de secretário-executivo do Ministério da Previdência.

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"O presidente pediu pra eu conter a crise, cuidar dos aposentados, e é isso que eu estou fazendo", disse o ministro.

Wolney Queiroz ressaltou que não há envolvimento do Ministério da Previdência Social na operação e que o governo atua para identificar e responsabilizar os envolvidos no esquema investigado. "Nós seguimos para buscar os responsáveis. O governo não protege ninguém", afirmou.

O ministro também destacou que o presidente Lula determinou que sejam adotadas todas as medidas necessárias para recuperar os recursos desviados. Segundo ele, a orientação é clara: "Trazer de volta cada centavo que foi desviado".

Sobre a permanência de Adroaldo Portal no cargo até esta quinta, Queiroz explicou que não havia provas concretas de envolvimento que justificassem uma exoneração anterior, nem mesmo quando o então secretário foi citado durante a CPMI que investigou o caso. Ele lembrou ainda que o agora ex-número 2 da Previdência chegou ao ministério antes de sua própria nomeação e era considerado um quadro técnico.

"Não havia informação sobre a participação dele. Sabíamos apenas que ele era alvo da investigação. Foi uma surpresa", disse o ministro.

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