Política

Lula quer retomar relação com Alcolumbre, mas teme novas traições do senador

“Não temos rancor, mas temos memória”, disse ao SBT News um auxiliar do presidente da República

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Presidentes da República e do Senado durante evento | SBT News

Passado o primeiro impacto da rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esfriou a cabeça e foi convencido por auxiliares a retomar a relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). No entanto, de acordo com integrantes do Palácio do Planalto ouvidos pelo SBT News, o petista ainda teme novas traições do parlamentar e se manterá em alerta.

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“Não temos rancor, mas temos memória”, disse um auxiliar de Lula, que preferiu não se identificar para poder falar mais abertamente sobre a relação do Planalto com Alcolumbre. Segundo os governistas, o pragmatismo deve prevalecer porque o presidente da República precisará do chefe do Senado para aprovar pautas importantes, como o fim da escala de trabalho 6x1, a Medida Provisória do Desenrola 2.0 e a MP que trata de subsídios ao diesel e isenção de impostos federais (PIS/Cofins) sobre o querosene de aviação.

O recado foi passado para Alcolumbre pelo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, que teve uma conversa com o senador nesta quarta-feira (6). O ministro da Defesa, José Múcio, também atua para colocar panos quentes no imbróglio. A expectativa agora é por um encontro entre Lula e Alcolumbre na semana que vem, quando o petista já terá voltado da viagem aos Estados Unidos.

Apesar da sinalização de paz entre Planalto e Senado, a relação com Alcolumbre não será mais a mesma, e Lula ficou ressabiado com a articulação liderada pelo senador para derrubar no plenário a indicação de Messias ao STF.

O governo ainda não descarta fazer um pente-fino em apadrinhamentos do parlamentar para cargos na máquina pública, mas desistiu da declaração de guerra e da caça às bruxas, expressões que foram usadas na última quarta-feira (29) logo após a derrota.

Foi a primeira vez em 132 anos que o Senado rejeitou uma indicação do presidente da República para a Corte, o que representou um revés histórico para o governo Lula.

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