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Política

Lula quer levar pautas do Brasil na presidência do G20 para a ONU, na Cúpula do Futuro

Presidente gravou discurso para uma reunião da Cúpula do Futuro da ONU que acontece ainda este mês

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (12), que o Brasil vai defender as suas pautas prioritárias na presidência do G20, já na Cúpula do Futuro das Nações Unidas (ONU), entre os dias 20 e 23 de setembro, em Nova Iorque.

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Em breve fala durante uma chamada da Cúpula do Futuro da ONU, que reuniu outros discursos gravados, Lula disse que o Brasil vai levar a discussão sobre as reformas dos organismos internacionais para a reunião da ONU.

Segundo o presidente, a consolidação no "multilateralismo" - instituições com vários países - após a Segunda Guerra Mundial "rendeu muitos frutos" ao planeta e na relação entre as nações. No entanto, ele afirmou que os acordos feitos após o fim do confronto, devem ser atualizados.

"Assim como acontece com qualquer criança, que cresce e amadurece, as roupas que vestimos em 1945 já não nos cabem mais. Há mais de 20 anos, temos falado sobre reforma a governança global. Estamos correndo em cima e chegou a hora de agir. O Brasil está dando impulso à reforma da governança global na sua presidência. do G20, mas esse debate também precisa ser tratado na ONU, o fórum mais inclusivo de todos", disse.

"Gostaríamos que todos fossem a Cúpula do Futuro (em 22 e 23 de setembro) com a ambição de promover reformas efetivas. O Conselho de Segurança precisa ampliar sua composição nas duas categorias de membros: permanentes e não permanentes", concluiu o presidente da República.

Lula também falou que para os países cumprirem as metas de desenvolvimento sustentável, se faz necessário que o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI) passem a "atender melhor" as necessidades dos países do Sul Global, mas para isso, é necessário que os países em desenvolvimento passem a compor com maior relevância as cadeiras nos organismos internacionais.

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Ainda segundo Lula, o combate às mudanças climáticas passa por essa maior representatividade do Sul Global e sugeriu a criação de uma autoridade ambiental internacional. O presidente também afirmou que a aliança global contra a fome, que será lançada pelo Brasil no G20, será aberta para todos os países da ONU.

"Isso [atendimento do BM e do FMI] só vai acontecer se os países em desenvolvimento tiverem maior espaço nesses organismos. O enfretamento da mudança do clima demanda órgãos com autoridade para promover implementação os compromissos assumidos. A aliança global contra a fome que lançaremos no G20 estará aberta todos os países da ONU", disse. Lula.

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