Política

Lula diz que Camilo Santana deixará o MEC para atuar em campanha eleitoral

Presidente não detalhou prazo; ministro da Educação é senador licenciado pelo Ceará e deve participar da articulação política no estado

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O ministro da Educação, Camilo Santana (à esquerda), e o presidente Lula (à direita) | Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (23) que o ministro da Educação, Camilo Santana, deve deixar o cargo para participar da campanha eleitoral no Ceará. Segundo Lula, a decisão partiu do próprio ministro, que, apesar de não ser candidato, quer se envolver diretamente na disputa local.

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“Meu querido companheiro ministro da Educação, que está nos deixando agora. Ele está pedindo para sair, porque tem campanha eleitoral. E ele, embora não seja candidato, quer participar da campanha”, declarou durante cerimônia para entrega do Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização, em Brasília.

Lula não detalhou quando a saída ocorrerá. Filiado ao PT, o ministro foi eleito senador pelo Ceará em 2022 e se licenciou do mandato para assumir o Ministério da Educação.

O presidente também indicou que a reforma ministerial deve atingir outros integrantes do governo. Ele afirmou que “vai sair muita gente para ser candidato” e mencionou que o ministro da Casa Civil, Rui Costa, deve deixar o cargo com pretensões eleitorais. Em tom descontraído, disse que o aliado “está doido para ser candidato a alguma coisa”.

Por outro lado, Lula afirmou que a ministra da Cultura, Margareth Menezes, deve permanecer no governo. “A Margareth não vai deixar, a Margareth vai ficar aqui”, afirmou.

As mudanças fazem parte de uma ampla reconfiguração na Esplanada, já iniciada com a saída de Fernando Haddad do Ministério da Fazenda na última sexta-feira (20) para disputar o governo de São Paulo. A expectativa é de que cerca de 20 ministérios passem por trocas antes das eleições de outubro.

A movimentação atende à legislação, que exige o afastamento de ocupantes de cargos públicos que pretendem disputar as eleições deste ano até abril. Ao comentar o cenário, Lula indicou que o governo entra em uma fase de execução das políticas já aprovadas. “Eu também não tenho que entregar mais nada. Agora, é só cumprir o que já foi aprovado”, afirmou.

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