Lula diz que Camilo Santana deixará o MEC para atuar em campanha eleitoral
Presidente não detalhou prazo; ministro da Educação é senador licenciado pelo Ceará e deve participar da articulação política no estado


Jessica Cardoso
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (23) que o ministro da Educação, Camilo Santana, deve deixar o cargo para participar da campanha eleitoral no Ceará. Segundo Lula, a decisão partiu do próprio ministro, que, apesar de não ser candidato, quer se envolver diretamente na disputa local.
“Meu querido companheiro ministro da Educação, que está nos deixando agora. Ele está pedindo para sair, porque tem campanha eleitoral. E ele, embora não seja candidato, quer participar da campanha”, declarou durante cerimônia para entrega do Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização, em Brasília.
Lula não detalhou quando a saída ocorrerá. Filiado ao PT, o ministro foi eleito senador pelo Ceará em 2022 e se licenciou do mandato para assumir o Ministério da Educação.
O presidente também indicou que a reforma ministerial deve atingir outros integrantes do governo. Ele afirmou que “vai sair muita gente para ser candidato” e mencionou que o ministro da Casa Civil, Rui Costa, deve deixar o cargo com pretensões eleitorais. Em tom descontraído, disse que o aliado “está doido para ser candidato a alguma coisa”.
Por outro lado, Lula afirmou que a ministra da Cultura, Margareth Menezes, deve permanecer no governo. “A Margareth não vai deixar, a Margareth vai ficar aqui”, afirmou.
As mudanças fazem parte de uma ampla reconfiguração na Esplanada, já iniciada com a saída de Fernando Haddad do Ministério da Fazenda na última sexta-feira (20) para disputar o governo de São Paulo. A expectativa é de que cerca de 20 ministérios passem por trocas antes das eleições de outubro.
A movimentação atende à legislação, que exige o afastamento de ocupantes de cargos públicos que pretendem disputar as eleições deste ano até abril. Ao comentar o cenário, Lula indicou que o governo entra em uma fase de execução das políticas já aprovadas. “Eu também não tenho que entregar mais nada. Agora, é só cumprir o que já foi aprovado”, afirmou.









