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Política

Lula defende Haddad e diz que desoneração "vai acabar" se não houver acordo

Na Suíça, presidente afirmou "desconhecer" pressão sobre o "extraordinário" ministro da Fazenda após devolução de Medida Provisória pelo Congresso

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Lula discursa em reunião da OIT | Foto: Ricardo Stuckert
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nesta quinta-feira (13), no tema da compensação da desoneração da folha de pagamentos – a Medida Provisória proposta pela Fazenda foi devolvida pelo presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco. O chefe do poder Executivo ressaltou que o governo já havia feito uma proposta para equilibrar as contas públicas (a reoneração), mas como o Senado e os 17 setores da economia beneficiados pela desoneração da folha não aceitaram, caberá a eles apresentar uma solução.

“Nem deveria ter sido o Haddad para assumir essa responsabilidade, mas o Haddad assumiu, fez uma proposta. Os mesmos empresários não quiseram, então agora tem uma decisão da Suprema Corte. Se em 45 dias não houver acordo sobre compensação, o que vai acontecer? Vai acabar a desoneração, que era o que eu queria, por isso que eu vetei naquela época”, disse Lula em entrevista coletiva após reunião da Organização Internacional do Trabalho, em Genebra, na Suíça.

“Agora a bola não está mais na mão do Haddad, está na mão do Senado e dos empresários. O Haddad tentou encontrar uma solução, mas não aceitaram. Agora, encontrem uma solução”, concluiu o presidente.

Lula também negou que exista algum tipo de pressão contra o chefe de sua equipe econômica e que todo ministro da Fazenda acaba inserido no centro dos debates.

"Não tem nada com o Haddad, ele é extraordinário ministro, não sei qual é a pressão contra o Haddad. Todo ministro da Fazenda, desde que eu me conheço por gente, ele vira o centro dos debates, quando a coisa dá certo, quando a coisa não dá certo", declarou o presidente.

Discurso na OIT

O presidente da República fez um longo discurso em sua participação na conferência da OIT. Lula criticou a concentração de renda na mão de poucos e defendeu a taxação dos super-ricos.

Também defendeu uma mudança de postura do setor progressista e popular para retomar o protagonismo no discurso anti-hegemônico, hoje dominado pela extrema-direita.

“A contestação à ordem vigente não pode ser privilégio da extrema-direita. A bandeira anti-hegemônica precisa ser recuperada pelos setores populares, progressistas e democráticos”, disse.

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