Política

Lula acredita no "sucesso" da reunião com Trump e lista assuntos que pretende negociar

Presidente diz que nunca participaria de um encontro se não acreditasse que poderia chegar a um acordo; ele defende que não existem temas proibidos

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Gabriela Vieira
24/10/2025, 09:53 • Atualizado em 24/10/2025, 10:46
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Presidente Lula (PT) | Divulgação/Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula (PT) | Divulgação/Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta sexta-feira (24) que encontro com Donald Trump no domingo (26) vai ser bom para o Brasil e para os Estados Unidos. "Vamos voltar à nossa normalidade", disse, afirmando crer no "sucesso" da reunião.

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Ao ser questionado se espera que o encontro será proveitoso, o presidente reforçou que se não acreditasse ser possível chegar a um acordo, ele não faria a reunião. "Eu nunca participo de uma reunião se eu não acredito no sucesso dela. Só vou saber se vai ser sucesso ou não se eu participar", acrescentou Lula, durante coletiva de imprensa em Jacarta, na Indonésia.

Apesar de as tarifas dos Estados Unidos impostas a exportações do Brasil serem um dos tópicos esperados na conversa entre os mandatários, Lula disse que pretende tratar da punição que foi dada a ministros brasileiros, "que não tem nenhuma explicação". No entanto, o presidente deixou claro que a conversa entre os dois não tem nenhum assunto "vetado".

"Tenho todo interesse nessa reunião, mostrar que houve equívoco nas taxações, mostrar com números", disse.

Negociações entre Brasil e EUA

Na terça (22), a Casa Branca afirmou que Trump tem interesse em participar da reunião com o presidente Lula durante a 47ª Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), na Malásia. Lula já estava com janela na agenda de domingo para possível encontro com o presidente norte-americano.

"Reunião já está sendo esperada há algum tempo. Todo mundo sabe que eu dizia que quando o presidente Trump quisesse conversar, o Brasil estava à disposição para sentar e negociar", afirmou.

Em discursos recentes, o presidente sempre deixou clara a posição do Brasil no cenário econômico global. Em defesa do multilateralismo, Lula tem feito parcerias com outras países, mas lembrado a importância dos Estados Unidos para o Brasil. Ele disse, portanto, que está convencido que o país "pode voltar a ter uma relação civilizatória com os EUA".

Lula reiterou que depois do telefonema com Trump, em 6 de outubro, os dois estão "caminhando para mostrar que não há divergência que não possa ser resolvida quando duas pessoas sentam na mesa para conversar". No início do mês, presidentes se falaram por 30 minutos. A reunião fez parte de uma série de tentativas de amenizar tensões comerciais.

Após contato por telefone entre os mandatários, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, designado por Trump para negociar com o Brasil, e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, continuaram conversas entre os dois países tanto a distância como presencialmente, em encontro realizado na semana passada, em Washington, a convite do representante norte-americano.

Malásia

Lula chegou nesta sexta à Malásia, onde participará da cúpula da Asean. A viagem pela Ásia começou na quarta em visita à Indonésia, onde encontrou empresários e o presidente do país, Prabowo Subianto, e deve se estender até a próxima terça (28).

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