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"Bolsonaro já estava numa unidade com espaço amplo e atendimento médico permanente, e ainda assim se construiu uma pressão política e simbólica por um tratamento mais brando. Enquanto isso, milhares de presos idosos e doentes seguem amontoados em celas superlotadas, sem assistência adequada, sem comoção pública e sem a mesma velocidade de resposta judicial", afirmou Lindbergh.
O petista também relembrou posicionamentos da família Bolsonaro e de aliados, que, segundo ele, muitas vezes defenderam a ideia de que "preso pobre tem de apodrecer na cadeia e agora faz um verdadeiro carnaval quando a pena alcança um dos seus".
Para o deputado, a decisão exemplifica a "justiça de classe em estado puro".
"No Brasil, a prisão pesa com toda a sua brutalidade sobre pobres, negros e periféricos, mas encontra suavizações, cautelas e excepcionalidades quando chega aos poderosos. E agora, os presos com mais de 70 anos, os doentes e os vulneráveis das penitenciárias brasileiras também terão direito à prisão domiciliar? Porque a mensagem que fica, se nada mudar, é de cadeia para os pobres e impunidade para os ricos", escreveu Lindbergh.
Domiciliar de Bolsonaro
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu prisão domiciliar a Jair Bolsonaro (PL) por 90 dias nesta terça-feira (24).
O ex-presidente está internado no Hospital DF Star, em Brasília, desde 13 de março, para tratamento de uma pneumonia bacteriana decorrente de um episódio de broncoaspiração. Na segunda, ele deixou a UTI e foi transferido para um quarto. O boletim médico mais recente mostra que a sua saúde está estável, mas ainda não há previsão de alta.
Lindbergh critica domiciliar para Bolsonaro: "Cadeia para os pobres e impunidade para os ricos"Deputado petista afirma que decisão de Moraes revela muito sobre a estrutura de poder no Brasil: "Justiça de classe em estado puro"Política2026-03-24T19:49:21.291ZO deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou nas redes sociais a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que por motivos de saúde. "Bolsonaro já estava numa unidade com espaço amplo e atendimento médico permanente, e ainda assim se construiu uma pressão política e simbólica por um tratamento mais brando. Enquanto isso, milhares de presos idosos e doentes seguem amontoados em celas superlotadas, sem assistência adequada, sem comoção pública e sem a mesma velocidade de resposta judicial", afirmou Lindbergh. O petista também relembrou posicionamentos da família Bolsonaro e de aliados, que, segundo ele, muitas vezes defenderam a ideia de que "preso pobre tem de apodrecer na cadeia e agora faz um verdadeiro carnaval quando a pena alcança um dos seus". Para o deputado, a decisão exemplifica a "justiça de classe em estado puro". "No Brasil, a prisão pesa com toda a sua brutalidade sobre pobres, negros e periféricos, mas encontra suavizações, cautelas e excepcionalidades quando chega aos poderosos. E agora, os presos com mais de 70 anos, os doentes e os vulneráveis das penitenciárias brasileiras também terão direito à prisão domiciliar? Porque a mensagem que fica, se nada mudar, é de cadeia para os pobres e impunidade para os ricos", escreveu Lindbergh. Domiciliar de Bolsonaro O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu prisão domiciliar a Jair Bolsonaro (PL) por 90 dias nesta terça-feira (24). Moraes atende a uma , que disse na segunda (23) que a medida era necessária para o acompanhamento do estado de saúde de Bolsonaro. O ex-presidente está internado no Hospital DF Star, em Brasília, desde 13 de março, para tratamento de uma pneumonia bacteriana decorrente de um episódio de broncoaspiração. Na segunda, ele deixou a UTI e foi transferido para um quarto. O boletim médico mais recente mostra que a sua saúde está estável, mas ainda não há previsão de alta.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/lindbergh-critica-domiciliar-para-bolsonaro-cadeia-para-os-pobres-e-impunidade-para-os-ricos
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