Política

Joaquim Barbosa relata incômodo com possível 4º mandato de Lula e cita despreparo de Flávio

Segundo aliados, ex-ministro do Supremo coloca condições ao partido Democracia Cristã para entrar na disputa pelo Planalto

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Joaquim Barbosa, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal | Fellipe Sampaio/STF

Anunciado como pré-candidato à Presidência pelo Democracia Cristã (DC), o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa tem feito avaliações sobre o atual cenário político com algumas das poucas pessoas com quem tem conversado nos últimos dias.

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A aliados, Barbosa relatou incômodo com o atual contexto político e citou que há uma "camisa de força" aos eleitores, que, na sua avaliação, estão sem alternativas ao presidente Lula e ao seu principal adversário, Flávio Bolsonaro.

O ex-ministro tem uma conhecida posição contrária à reeleição e avalia que a medida impede que o governante de turno desenhe políticas de Estado e de longo prazo. Por isso, Barbosa vem criticando a alguns de seus interlocutores a intenção de Lula de alcançar o seu quarto mandato, o que, avalia, é algo que num extremo se assemelha aos roteiros de ditaduras.

O mesmo risco democrático é apontado quando Barbosa aborda a candidatura de Flávio Bolsonaro. O filho do ex-presidente é avaliado como um político com potencial de não respeitar as instituições e as regras, além de ser tratado como despreparado para assumir a Presidência da República.

Apesar de ter se filiado ao Democracia Cristã, Barbosa ainda coloca algumas condições para rivalizar com Lula e Flávio e confirmar sua candidatura à Presidência. A principal delas é que o partido consiga firmar alianças com outras legendas de modo a garantir uma estrutura mínima para a campanha, como recursos para a montagem de uma equipe e acesso a tempo de televisão.

A expectativa é que os institutos de pesquisa passem a incluir o ex-ministro nas sondagens eleitorais e, se os resultados forem positivos, algumas legendas firmem alianças com o DC, partido que hoje sequer tem representação no Congresso. Dizendo-se realista, porém, Barbosa confidenciou a aliados estar pessimista com o avanço nas negociações partidárias.

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