Um grupo de 14 empresários e banqueiros de forte influência no mercado financeiro participou de um jantar oferecido por Marcelo Kayath, ex-presidente do Credit Suisse Brasil,ao candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na noite de quinta-feira (27). O encontro foi interpretado como uma virada de postura do setor em relação ao senador, sinalizando maior abertura a um nome que, há poucos meses, enfrentava resistência na Faria Lima.
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A lista de convidados incluiu Fábio Barbosa (Natura), Luís Carlos Trabuco (Santander), Milton Maluhy (Itaú), Gilson Finkelsztain (Santander), Pedro Parente (BRF), Fábio Ermírio de Moraes (Votorantim), Richard Gerdau (Gerdau), João Camargo (Esfera), José Gallo (ex-Renner), Fernando Simões (Simpar), Roberto Campos Neto (Nu Bank), Christian Egan (B3) e Daniel Goldberg (Lumina).
A administradora Dani Marques também esteve presente. Em tom de brincadeira, ela e Kayath foram citados pelos executivos como eventuais ministros da Casa Civil e da Fazenda, respectivamente. Durante o evento, Flávio foi chamado de "mais afortunado" do que o pai, Jair Bolsonaro (PL), por contar com "dois poços de petróleo" em vez de apenas "um posto Ipiranga", em referência a Paulo Guedes.
Flávio também brincou que Roberto Campos Neto teria um terceiro mandato no Banco Central. Em resposta, o ex-presidente do Bacen afirmou que prefere seguir no conselho do Nubank.
Um dos temas abordados pela equipe do senador foi a substituição do atual arcabouço fiscal pelo retorno do Teto de Gastos, caso ele seja eleito. O argumento central é que o governo Lula teria banalizado a regra de limitação das despesas públicas e que essa política é a principal responsável pelo momento econômico ruim. A situação do comércio foi citada como sintoma desse cenário, com destaque para os pedidos de recuperação judicial do Habib's e das Casas Bahia.
Convidados que participaram do evento ressaltaram que o jantar não representou uma adesão formal à campanha, mas sim uma oportunidade para ouvir as propostas de Flávio. A reunião, contudo, indica uma mudança na postura do mercado. Em maio, após o escândalo do caso envolvendo o filme "Dark Horse" e o banqueiro Daniel Vorcaro, o senador buscou aproximação com o setor financeiro para conter danos, mas poucos executivos se dispuseram a encontrá-lo publicamente.
O evento ocorreu logo após o retorno de Flávio de uma viagem a Alagoas, onde cumpriu agenda de carreatas em Maceió e no interior do estado. A turnê foi considerada um sucesso pelos organizadores, superando inclusive a adesão ao lançamento de sua campanha em Copacabana, no Rio de Janeiro.
Jantar com elite financeira sinaliza mudança sobre FlávioSenador falou sobre o fim do arcabouço fiscal, e executivos brincaram sobre Dani Marques e Marcelo Kayath como eventuais ministros
Política2026-08-28T14:26:48.038ZUm grupo de 14 empresários e banqueiros de forte influência no mercado financeiro participou de um jantar oferecido por Marcelo Kayath, ex-presidente do Credit Suisse Brasil, ao candidato à Presidência, , na noite de quinta-feira (27). O encontro foi interpretado como uma virada de postura do setor em relação ao senador, sinalizando maior abertura a um nome que, há poucos meses, enfrentava resistência na Faria Lima. A lista de convidados incluiu Fábio Barbosa (Natura), Luís Carlos Trabuco (Santander), Milton Maluhy (Itaú), Gilson Finkelsztain (Santander), Pedro Parente (BRF), Fábio Ermírio de Moraes (Votorantim), Richard Gerdau (Gerdau), João Camargo (Esfera), José Gallo (ex-Renner), Fernando Simões (Simpar), Roberto Campos Neto (Nu Bank), Christian Egan (B3) e Daniel Goldberg (Lumina). A administradora Dani Marques também esteve presente. Em tom de brincadeira, ela e Kayath foram citados pelos executivos como eventuais ministros da Casa Civil e da Fazenda, respectivamente. Durante o evento, Flávio foi chamado de "mais afortunado" do que o pai, Jair Bolsonaro (PL), por contar com "dois poços de petróleo" em vez de apenas "um posto Ipiranga", em referência a Paulo Guedes. Flávio também brincou que Roberto Campos Neto teria um terceiro mandato no Banco Central. Em resposta, o ex-presidente do Bacen afirmou que prefere seguir no conselho do Nubank. Um dos temas abordados pela equipe do senador foi a substituição do atual arcabouço fiscal pelo retorno do Teto de Gastos, caso ele seja eleito. O argumento central é que o governo Lula teria banalizado a regra de limitação das despesas públicas e que essa política é a principal responsável pelo momento econômico ruim. A situação do comércio foi citada como sintoma desse cenário, com destaque para os pedidos de recuperação judicial do Habib's e das Casas Bahia. Convidados que participaram do evento ressaltaram que o jantar não representou uma adesão formal à campanha, mas sim uma oportunidade para ouvir as propostas de Flávio. A reunião, contudo, indica uma mudança na postura do mercado. Em maio, após o escândalo do caso envolvendo o filme "Dark Horse" e o banqueiro Daniel Vorcaro, o senador buscou aproximação com o setor financeiro para conter danos, mas poucos executivos se dispuseram a encontrá-lo publicamente. O evento ocorreu logo após o retorno de Flávio de uma viagem a Alagoas, onde cumpriu agenda de carreatas em Maceió e no interior do estado. A turnê foi considerada um sucesso pelos organizadores, superando inclusive a adesão ao lançamento de sua campanha em Copacabana, no Rio de Janeiro.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/jantar-com-elite-financeira-sinaliza-mudanca-sobre-flavio