Política

Haddad vê disputa apertada entre Lula e Flávio Bolsonaro

Pré-candidato ao governo de SP comentou resultado da mais pesquisa BTG/Nexus para Presidência e defendeu os resultados do governo federal

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Larissa Alves
29/06/2026, 17:36 • Atualizado em 29/06/2026, 17:36
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O pré-candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT), afirmou nesta segunda-feira (29) que a disputa presidencial de 2026 deve ser acirrada, ao comentar a pesquisa BTG Pactual/Nexus que mostra um cenário apertado em um eventual segundo turno entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O levantamento aponta Lula com 47% das intenções de voto, contra 44% de Flávio.

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Durante coletiva de imprensa no Instituto Federal de São Paulo, onde participou de uma palestra ao lado da pré-candidata ao Senado Marina Silva (Rede), Haddad disse acreditar que o resultado da eleição dependerá da capacidade de apresentar aos eleitores dados sobre o desempenho do governo federal.

“Olha, eu acredito que vai ser uma eleição apertada, não vai ser uma eleição simples, né? Porque, na minha opinião, a gente tem que tentar fazer com que o eleitorado brasileiro se baseie em dados para tomar uma decisão sobre o destino do país.”

Na sequência, o ex-ministro afirmou que os indicadores econômicos e sociais atuais são superiores aos registrados durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Você pega na economia: não tem um único dado da economia brasileira — crescimento, desemprego, inflação, desigualdade, IDH — não tem um único dado da economia brasileira que não seja muito melhor hoje do que no governo do Bolsonaro.”

Haddad também comparou o desempenho do governo federal com o da administração paulista. Segundo ele, enquanto o Brasil teria avançado em áreas como educação e saúde, São Paulo estaria seguindo o caminho contrário.

“Se você olhar a educação no Brasil, melhorou; em São Paulo, não. A saúde no Brasil melhorou; em São Paulo, não. (…) É esse contraste entre a melhora do Brasil e a piora em alguns estados governados pela extrema direita que a pessoa tem que decidir.”

Chapa ao governo de São Paulo

Questionado sobre a chapa definida pelo PT para disputar o governo paulista e sobre um eventual mal-estar interno após a definição dos nomes, Haddad negou qualquer desconforto e elogiou a composição.

“Eu acho que é uma das melhores chapas que eu tenho notícia aqui no Estado de São Paulo. Marina, Simone [Tebet, pré-candidata ao Senado], Márcio [França, vice] e eu. O desafio agora é apresentar um bom plano de governo que está sendo elaborado.”

O ex-ministro da Fazenda também aproveitou a visita ao Instituto Federal para destacar a expansão da rede de ensino técnico federal no estado. Segundo ele, o projeto, iniciado durante o segundo governo Lula, servirá de inspiração para uma eventual reforma das Escolas Técnicas Estaduais (ETECs).

“Eu quero fazer do padrão do Instituto Federal uma espécie de referência para a reforma que eu pretendo fazer das ETECs de São Paulo.”

Interior de São Paulo e críticas à gestão estadual

Ao responder sobre a estratégia para ampliar o apoio no interior paulista, Haddad afirmou que pretende concentrar a campanha na apresentação de indicadores oficiais sobre a situação do estado.

Segundo ele, áreas como educação e segurança pública estariam em retrocesso, e a privatização da Sabesp teria sido conduzida de forma inadequada.

“Nós estamos indo para trás na educação, nós estamos indo para trás na segurança pública, as privatizações foram muito mal feitas.”

O ex-ministro também criticou os investimentos da companhia em publicidade após a privatização.

“Por que ela está gastando essa montanha de dinheiro com publicidade? (…) É para limpar a barra dela em relação ao serviço que está piorando, a conta que está subindo, aos acidentes, inclusive com mortes que estão acontecendo.”

Haddad afirmou ainda que sua campanha pretende enfrentar o que chamou de excesso de propaganda com a divulgação de dados oficiais.

O ex-ministro também voltou a afirmar que caberá aos eleitores decidir o futuro do estado, mas disse que a campanha trabalhará para apresentar informações que, segundo ele, demonstram que São Paulo vive um momento de retrocesso.

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