Política

Haddad reforça que não pretende disputar eleição em 2026, mas que diálogos com Lula continuam

Ministro afirma que os dois chegarão "a algum consenso logo mais", mas que nada está definido em relação ao seu futuro político

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Fernando Haddad | Marcelo Camargo / Agência Brasil
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira (19) que iniciou conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PL) sobre sua possível candidatura ao governo de São Paulo em 2026, mas afirmou que ainda não há consenso sobre o assunto.

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"Na verdade, eu disse em todas as ocasiões que não pretendia me candidatar em 2026 {...} Eu comecei uma conversa com o presidente Lula, você sabe que tenho uma relação pessoal com o presidente Lula que transborda a relação política. Eu tenho ouvido o presidente Lula", deixou claro.

Em entrevista ao UOL, Haddad disse que ainda não concluíram o assunto, já que Lula tem "colocado os pontos dele e eu os meus". No entanto, o ministro acrescentou que os dois chegarão "a algum consenso logo mais".

Em outubro, o ministro da Fazenda já havia informado que não pretende disputar o governo de São Paulo nas eleições de 2026. Além disso, informou que prefere continuar ajudando o presidente Lula "de outras maneiras".

Haddad deixará o governo em fevereiro para colaborar com a campanha à reeleição de Lula, sem concorrer a nenhum cargo eletivo, apesar da pressão do PT para lançá-lo candidato a governador de São Paulo ou senador.

Haddad critica Campos Neto

Haddad também fez duras críticas à gestão anterior do Banco Central (BC), afirmando que o atual presidente da autarquia, Gabriel Galípolo, herdou uma série de problemas, incluindo o da fraude do Banco Master.

Segundo o ministro, a fraude no Master já ocorria durante a presidência de Roberto Campos Neto no Banco Central e que Galípolo herdou o problema. Além da crise da instituição, Haddad defendeu que a gestão anterior do BC alimentou o problema de desancoragem de expectativas de inflação.

Conforme Haddad, o trabalho de Galípolo à frente do BC em 2025 serviu para "retornar as coisas à normalidade".

Campos Neto havia sido indicado ao comando do BC pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tendo deixado o cargo no fim de 2024.

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