Política

Haddad minimiza convite da Casa Branca a Flávio Bolsonaro: "Falar com o Trump, muita gente fala"

Pré-candidato ao governo de São Paulo afirma que encontro não terá qualquer interferência sobre investigações do caso Master

O pré-candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) minimizou, nesta quinta-feira (21), o convite da Casa Branca ao senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro para um encontro com Donald Trump.

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“Falar com o Trump, muita gente fala. O presidente Lula já falou com ele tantas vezes”, disse Haddad a jornalistas durante evento na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em Osasco.

Questionado se o encontro de Flávio com Trump pode interferir de alguma forma nas investigações sobre o caso Master, Haddad descartou e defendeu a soberania brasileira.

“O Brasil é soberano. A Polícia Federal vai deixar de investigar o caso Master por que o Trump vai mandar? O Trump não manda na Polícia Federal. O Trump não manda no Ministério Público do Brasil. Não manda no Pix. Não manda nessas coisas. A gente tem nossas instituições aqui”, completou o ex-ministro da Fazenda.

Há menos de 15 dias, Trump se reuniu com Lula na Casa Branca e rasgou elogios ao petista, principal adversário de Flávio na corrida eleitoral.

Encontro de Flávio com Trump

De acordo com apuração do SBT News, o entorno do senador diz ter sido surpreendido pelo e-mail oficial da Casa Branca convidando Flávio para um encontro com o presidente dos Estados Unidos, na próxima sexta-feira (29), em Washington, capital norte-americana.

Questionado por jornalistas sobre o encontro, Flávio respondeu apenas que "tem que perguntar na Casa Branca".

Apesar disso, interlocutores reconhecem que existe, há algum tempo, uma articulação de Paulo Figueiredo junto ao Departamento de Estado e à Casa Branca, o que pode ter contribuído para o desfecho.

Nos bastidores, integrantes da campanha de Flávio reconhecem que a reunião com Trump pode ser uma oportunidade para virar a página da crise política envolvendo a revelação de que o pré-candidato pediu dinheiro e manteve relação próxima com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso por supostamente liderar uma organização criminosa e praticar fraudes financeiras.

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