Caso Master: PGR considera delação de Vorcaro insuficiente, mas mantém negociação
Órgão pediu ao ex-banqueiro complementações e fatos novos e entende que uma colaboração premiada desse porte não se resolve na primeira proposta
A Procuradoria-Geral da República (PGR) considera a delação premiada de Daniel Vorcaro insuficiente, mas decide manter negociação após a Polícia Federal (PF) inicialmente rejeitar a colaboração do ex-dono do Banco Master.
Segundo apuração do SBT News, a PGR pediu a Vorcaro complementações e fatos novos, por entender que o ex-banqueiro tem o que entregar: pode ajudar a ampliar as investigações sobre as fraudes bilionárias do Master no sistema financeiro e esclarecer as possíveis conexões do caso no mundo político.
A Procuradoria-Geral da República também avalia que a negociação de uma delação desse porte não se resolve já na primeira proposta. Para procuradores, é normal que a primeira fase de conversas seja longa e de muitas idas e vindas. Uma nova rodada de negociações com a defesa do ex-banqueiro deve ocorrer nos próximos dias.
A PF comunicou a rejeição da delação aos advogados de Vorcaro nessa quarta (20). No entanto, ainda diz, nos bastidores, que pode aceitar uma nova proposta do ex-banqueiro. A corporação argumentou que o ex-dono do Master tentou blindar aliados políticos e autoridades na primeira colaboração.
Na PGR, a relação com a PF continua boa, sem ruídos.





















