Política

Flávio Bolsonaro diz não ter nada a esconder sobre relação com Vorcaro e volta a pedir CPMI do Master

Em sessão no Congresso, senador criticou parlamentares da esquerda que não apoiam a comissão para apurar as fraudes do banco

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Ighor Nóbrega
21/05/2026, 15:24 • Atualizado em 21/05/2026, 15:34
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, disse nesta quinta-feira (21) que não tem nada a esconder sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

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Flávio voltou a pedir a abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar as fraudes do Master. O senador ainda criticou os parlamentares da base do governo Lula (PT) por não assinarem a instalação do colegiado.

“Eu quero Daniel Vorcaro sentado naquele CPMI falando qual a relação que ele tinha com Flávio Bolsonaro e também qual a relação que ele tinha com Lula e com Alexandre de Moraes. Porque eu não tenho nada a temer, eu não tenho nada a esconder. Estou desafiando aqui a esquerda brasileira. Vocês têm medo dessa CPMI, Nenhum de vocês assinou. Eu assinei todas”, declarou durante sessão conjunta do Congresso Nacional.

O pré-candidato ao Planalto reforçou que sua relação com Vorcaro se deu apenas com interesse ao financiamento para o filme “Dark Horse”, que conta a história do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O financiamento do filme está no centro da crise que envolve a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. O site Intercept Brasil revelou na última quarta-feira (13) que Daniel Vorcaro negociou com o senador um financiamento de US$ 24 milhões (R$ 134 milhões à época) para a obra. Ao menos R$ 61 milhões foram efetivamente pagos entre fevereiro e maio de 2025, segundo o Intercept.

Flávio negou, entretanto, que tenha se envolvido nos esquemas fraudulentos do Master e relembrou escândalos de corrupção como o Mensalão e o Petrolão para criticar Lula e a esquerda.

“Vocês entendem muito de corrupção. O que foi Mensalão? Compra de votos de deputados na mala aqui no Congresso. Petrolão? Um assalto a estatal amada pelos brasileiros que é a Petrobras. Segundo os cálculos da Lava Jato, estima-se em 42 bilhões de reais o rombo na Petrobras. Isso é governo Lula, PT”, afirmou o parlamentar.

“Esse é o lado da corrupção. Do outro lado está o filme do presidente Bolsonaro, que recebeu investimento privado de alguém que na época não tinha absolutamente nada que pudesse desabonar a sua conduta. Inclusive, premiado, as suas empresas premiadas como exemplos de compliance. Desse lado de cá, junto com o filme, está o patrocínio na Globo, está o patrocínio no SBT, no Metrópoles, uma série de outros veículos de comunicação, realização de eventos como Fórmula 1, eventos em Nova York. Esse lado não tem nada de errado", completou.

No final da sua fala, Flávio também criticou a atuação da Polícia Federal, responsável pelas investigações sobre o caso Master. Segundo o senador, a corporação foi “aparelhada” pelo atual governo.

Ele citou como exemplo a troca do delegado do inquérito sobre as fraudes do INSS, que investigava, entre outros, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho de Lula.

O SBT esclarece que a fala do senador Flávio Bolsonaro não procede e que a emissora nunca recebeu patrocínio ou qualquer outro tipo de financiamento do Banco Master.

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