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Deolane registrou BO por fraude antes de ser presa em operação contra o PCC

Influenciadora disse em 2022 que teve dados usados em fraude; investigação aponta ligação da influenciadora com esquema de lavagem de dinheiro

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Influenciadora digital Deolane Bezerra | Reprodução/Instagram

A advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra, presa preventivamente nesta quinta-feira (21), registrou em março de 2022 um boletim de ocorrência afirmando ter tomado conhecimento da criação de um documento falso com seus dados. Segundo relatório da Polícia Civil, ela relatou que terceiros estariam utilizando essas informações para abrir contas bancárias e financeiras em seu nome.

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A prisão ocorreu no âmbito da Operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). De acordo com as autoridades, a organização utilizaria uma transportadora fantasma, empresas de fachada, imóveis e veículos de luxo para ocultar recursos provenientes do crime organizado.

Além de Deolane, familiares de Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola e apontado como principal líder da facção, foram alvos da operação.

No relatório, investigadores afirmam que a influenciadora aparece como beneficiária direta de repasses financeiros realizados pela empresa Lopes Lemos Transportes Ltda., que seria controlada indiretamente por Marcola e por seu irmão, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior. A apuração também identificou uma possível conexão entre Deolane e Everton de Sousa, apontado como operador financeiro do PCC.

O esquema, segundo a polícia, envolvia uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, no interior paulista, considerada um braço financeiro da facção. Empresas, contas bancárias e bens de alto valor teriam sido utilizados para disfarçar a origem ilícita dos recursos e reinseri-los no sistema financeiro formal.

As investigações tiveram início em 2019, após a apreensão de bilhetes e manuscritos na Penitenciária II de Presidente Venceslau. O material mencionava integrantes da facção, ordens internas e possíveis ataques contra agentes públicos. Em um dos trechos, foi identificada a referência a uma “mulher da transportadora”, que teria auxiliado no levantamento de endereços de autoridades.

A partir desse indício, uma nova fase da apuração levou os investigadores até a empresa de transportes. Durante operações no local, a análise de um celular apreendido revelou conversas com integrantes da cúpula da organização criminosa, além de indícios de movimentações financeiras envolvendo Deolane.

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