Política

Governo supeita que Pacheco não desistiu do STF e vê risco de nome de Messias fracassar

Senador sinaliza que não deseja disputar o governo de MG; PT busca alternativas para aprovar indicação do advogado-geral da União

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O senador Rodrigo Pacheco | Andressa Anholete/Agência Senado

A indefinição do senador Rodrigo Pacheco (PSD) sobre a disputa eleitoral em Minas Gerais tem deixado integrantes do PT apreensivos quanto à aprovação da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF) no Senado.

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Nos bastidores, circula a suspeita de que ele ainda alimenta a expectativa de negociar uma cadeira no STF. Para isso, Pacheco aceitaria se candidatar sob a condição de adiamento da indicação do AGU ao Supremo para depois das eleições. Esse plano teria apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-PA).

A hipótese, no entanto, contraria os interesses do próprio PT, que deseja que Pacheco se posicione rapidamente como candidato, com a intenção de vencer.

O partido chegou a confirmar à imprensa no final de fevereiro que o senador havia aceitado a candidatura, movimento interpretado por aliados como uma tentativa de pressioná-lo a tomar uma decisão.

A estratégia não surtiu efeito. Nas últimas semanas, Pacheco optou por se manter isolado e tem dado respostas ambíguas sobre as eleições.

Em reação, a base do governo estuda procurar senadores individualmente para angariar os votos a Messias, enquanto integrantes do PT mineiro estudam nomes alternativos à candidatura do senador.

Uma das possibilidades já apresentadas é o narrador de futebol e deputado estadual Mário Henrique Caixa (PV-MG). Outra opção é o vereador de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB), que já é pré-candidato.

Azevedo chegou a publicar um print de uma conversa em que Pacheco desmente rumores de que aceitou disputar o pleito. Os dois se reuniram na quarta-feira (4) com as lideranças do MDB, Newton Cardoso Filho e Baleia Rossi, para acertar as arestas causadas pela publicação do início do final de fevereiro.

Azevedo e Caixa ainda não foram abraçados pela cúpula do PT, que deve insistir no nome do Pacheco a pedido do próprio presidente Lula. Ao senador, foi oferecida uma indicação ao STF em um eventual segundo governo. Mas o acordo tem perdido o seu valor, diante da desconfiança de que Davi Alcolumbre estaria costurando um combinado semelhante com Flávio Bolsonaro (PL).

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