Política

Governo admite discutir apoio a setores na escala 6x1

Ministro diz que PEC é “compatível” com economia do país e afirma que eventual suporte às empresas será discutido durante tramitação da proposta no Senado

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Warley Júnior
26/06/2026, 16:22 • Atualizado em 26/06/2026, 16:24
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O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, em entrevista ao programa 'Bom Dia, Ministro' | Distribuição/Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, em entrevista ao programa 'Bom Dia, Ministro' | Distribuição/Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou nesta sexta-feira (26) que o governo está disposto a discutir medidas de apoio ao setor produtivo durante a tramitação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6x1. Em entrevista ao programa 'Bom Dia, Ministro', do CanalGov, ele classificou o texto como “equilibrado” e “compatível” com a estrutura da economia brasileira.

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“Estamos buscando um diálogo permanente no Senado Federal para que a PEC seja votada. E qualquer apoio ao sistema produtivo, às empresas, nós iremos discutir, nesse diálogo permanente que o presidente Lula nos determina, com o setor produtivo”, afirmou.

A declaração difere da posição defendida recentemente pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que disse ser “radicalmente contra” qualquer compensação financeira ou indenização às empresas em caso de aprovação da proposta. “Muita gente fala em indenização, em compensação. Eu sou radicalmente contra isso”, declarou.

A PEC foi aprovada pela Câmara dos Deputados, em dois turnos, no fim de maio. O texto estabelece jornada de 40 horas semanais, distribuídas em cinco dias de trabalho e dois de descanso, encerrando a escala 6x1. Desde então, a proposta aguarda análise do Senado.

Combustíveis

Durante a entrevista, Bruno Moretti também afirmou que o governo utilizou receitas extraordinárias obtidas com a alta do preço do petróleo no mercado internacional para reduzir os impactos da guerra entre Estados Unidos e Irã sobre os combustíveis.

“Usamos essa receita extraordinária para custear uma série de ações que mitigaram o impacto da guerra para a nossa população. Quando olhamos em perspectiva internacional, hoje o Brasil é um dos países menos afetados pelos efeitos desse cenário”, disse.

Segundo o ministro, a estratégia evitou que a população arcasse com os custos provocados pelo conflito. “A população brasileira, de fato, teve uma redução dos efeitos dessa guerra, que não é dela, que não foi feita por ela. Portanto, não seria justo que ela pagasse por isso”, acrescentou.

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