Gilmar Mendes diz que soberania do Brasil "está em jogo" e que é prioridade regular big techs
Em evento do Lide, em Brasília, ministro do STF citou a Lei Magnitsky e falou sobre meio para barrar sanções internacionais
Soane Guerreiro
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (30) que a soberania do Brasil "está em jogo" e que prioridade do momento deve ser a regulação das big techs, grandes empresas que administram redes sociais.
"É um sistema no qual os cidadãos se tornam servos digitais e as empresas, por sua vez, pagam tributos para permanecermos nos espaços virtuais controlados pelos novos senhores da terra, as big techs [...] Se aceitarmos que estamos ingressando em uma era de tecnofeudos, em que plataformas privadas concentram poder político e econômico sem contrapesos institucionais, a defesa da soberania nacional se torna ainda mais plausível", disse o ministro em evento do Lide, em Brasília.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.
O decano do STF também afirmou que a defesa da soberania digital do país passa pelo investimento em data centers, para armazenamento de dados e desenvolvimento de inteligência artificial.
"Entre 2014 e 2025, mais de 23 bilhões foram gastos em contratos públicos, com soluções de nuvem e software licenciados por quatro conglomerados globais. Essa concentração tecnológica transcende a economia e impacta diretamente a segurança nacional, ao expor informações estratégicas a algoritmos opacos e a jurisdições, aliás [...] Elas exercem funções análogas às de reguladores e juízos, definindo padrões de comportamento e aplicando sanções ao mesmo tempo e podem amplificar exponencialmente a difusão de conteúdos nocivos", defendeu o ministro.
Gilmar Mendes ainda citou a Lei Magnitsky, usada pelos EUA contra o colega Alexandre de Moraes, e defendeu a aprovação de uma lei "anti-embargo" para barrar sanções estrangeiras contra autoridades e instituições brasileiras.
"Estamos nos debruçando sobre um debate de lei anti-embargos para proteger as autoridades e também aquelas chamadas entidades que sofrem sanções secundárias, como bancos, prestadores de serviços. O Congresso é o locus adequado para esse tipo de proteção", concluiu o ministro no 3° Brasília Summit, promovido pelo Lide e Correio Braziliense, no Hotel Brasília Palace, na capital federal.
Gilmar Mendes diz que soberania do Brasil "está em jogo" e que é prioridade regular big techsEm evento do Lide, em Brasília, ministro do STF citou a Lei Magnitsky e falou sobre meio para barrar sanções internacionaisPolítica2025-09-30T15:33:34.709ZO ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (30) que a soberania do Brasil "está em jogo" e que prioridade do momento deve ser a regulação das big techs, grandes empresas que administram redes sociais. "É um sistema no qual os cidadãos se tornam servos digitais e as empresas, por sua vez, pagam tributos para permanecermos nos espaços virtuais controlados pelos novos senhores da terra, as big techs [...] Se aceitarmos que estamos ingressando em uma era de tecnofeudos, em que plataformas privadas concentram poder político e econômico sem contrapesos institucionais, a defesa da soberania nacional se torna ainda mais plausível", disse o ministro em evento do Lide, em Brasília. O decano do STF também afirmou que a defesa da soberania digital do país passa pelo investimento em data centers, para armazenamento de dados e desenvolvimento de inteligência artificial. "Entre 2014 e 2025, mais de 23 bilhões foram gastos em contratos públicos, com soluções de nuvem e software licenciados por quatro conglomerados globais. Essa concentração tecnológica transcende a economia e impacta diretamente a segurança nacional, ao expor informações estratégicas a algoritmos opacos e a jurisdições, aliás [...] Elas exercem funções análogas às de reguladores e juízos, definindo padrões de comportamento e aplicando sanções ao mesmo tempo e podem amplificar exponencialmente a difusão de conteúdos nocivos", defendeu o ministro. Gilmar Mendes ainda citou a Lei Magnitsky, usada pelos EUA contra o colega Alexandre de Moraes, e defendeu a aprovação de uma lei "anti-embargo" para barrar sanções estrangeiras contra autoridades e instituições brasileiras. "Estamos nos debruçando sobre um debate de lei anti-embargos para proteger as autoridades e também aquelas chamadas entidades que sofrem sanções secundárias, como bancos, prestadores de serviços. O Congresso é o locus adequado para esse tipo de proteção", concluiu o ministro no 3° Brasília Summit, promovido pelo Lide e Correio Braziliense, no Hotel Brasília Palace, na capital federal.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/gilmar-mendes-diz-que-soberania-do-brasil-esta-em-jogo-e-que-e-prioridade-regular-big-techs
Petista acusa ministro Kassio Nunes Marques, que mandou retirar do ar canal de WhatsApp com mais de 3,3 milhões de seguidores, de beneficiar Flávio Bolsonaro
Candidato do PL afirma que adversários mentem sobre o Bolsa Família e o salário mínimo e cobra mais agilidade da Justiça Eleitoral no combate à desinformação
Em ato na Paulista, presidente disse estar “desconfiado” depois de ministro Kássio Nunes Marques derrubar canal de WhatsApp com 3,3 milhões de seguidores