Economia

Aneel define calendário de bandeiras tarifárias para 2026; veja

Sistema é definido mensalmente conforme nível dos reservatórios das hidrelétricas

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Conta de luz | Divulgação/Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou na quarta-feira (7) o calendário de acionamento das bandeiras tarifárias para 2026. O comunicado, que indica se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração de eletricidade, será publicado sempre no fim do mês anterior.

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Atualmente, os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN) contam com a bandeira verde, em decorrência das condições favoráveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas, sobretudo devido ao período de chuvas. Dessa forma, o acionamento de usinas termelétricas, que possuem energia mais cara, torna-se menos necessário.

A expectativa é que a bandeira verde siga em vigor nos primeiros meses de 2026, quando há maiores períodos de chuva. As projeções, no entanto, podem ser alteradas conforme o nível dos reservatórios das hidrelétricas. Veja quando serão anunciadas as bandeiras de cada mês:

  • Fevereiro: 30/01
  • Março: 27/02
  • Abril: 27/03
  • Maio: 24/04
  • Junho: 29/05
  • Julho: 26/06
  • Agosto: 31/07
  • Setembro: 28/08
  • Outubro: 25/09
  • Novembro: 30/10
  • Dezembro: 27/11
  • Janeiro/2027: 23/12

Lançado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada, especialmente quando as condições não são favoráveis, como nos períodos de seca. As bandeiras de cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração.

No caso da bandeira verde, as condições de geração são favoráveis e não têm custo adicional. Na bandeira amarela, as condições são menos favoráveis e é cobrada uma taxa extra de R$ 18,85 a cada MWh (megawatt-hora) utilizado. Já na bandeira vermelha 1, é cobrada uma taxa de R$ 44,63/MWh, e na 2, R$ 78,77/MWh.

Em 2021, também foi criada a bandeira de escassez hídrica para cobrir custos de geração, transmissão e distribuição de energia durante o período de seca, quando é preciso acionar as termelétricas, que custam mais caro. Essa bandeira vigorou até o começo de abril do mesmo ano, cobrando taxa de R$ 14,20 a cada 100 kWh consumidos.

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