Política

"Fato estarrecedor", diz ex-presidente do Senado sobre esquema para espionar e matar autoridades

Atuação do grupo, revelada nesta quarta (28) pela Polícia Federal, tinha como alvos parlamentares, ministros e integrantes do judiciário

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Hariane Bittencourt
28/05/2025, 15:21 • Atualizado em 28/05/2025, 15:24
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Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-presidente do Senado | Divulgação/Waldemir Barreto/Agência Senado

Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-presidente do Senado | Divulgação/Waldemir Barreto/Agência Senado

Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-presidente do Senado, se manifestou nesta quarta-feira (28) sobre a revelação de uma organização criminosa responsável por um esquema de espionagem e homicídios sob encomenda contra autoridades.

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A atuação do grupo, que cobrava até R$ 250 mil para monitorar ministros e integrantes da Justiça brasileira, foi mostrada nesta quarta-feira (28) pela Polícia Federal (PF).

Em nota, Pacheco repudiou a gravidade dos fatos descobertos e disse que o grupo investigado agia "como se o país fosse uma terra sem leis". O senador seria um dos alvos do esquema de monitoramento oferecido pelo grupo que se autointitulava "Comando C4 (Comando de Caça-Comunistas, Corruptos e Criminosos)" e era composto por civis e militares – da ativa e da reserva.

"Que as autoridades competentes façam prevalecer a lei, a ordem e a competente investigação sobre esse fato estarrecedor trazido à luz", escreveu o ex-presidente do Senado.

Leia nota de Pacheco:

"Externo meu repúdio em razão da gravidade que representa à democracia a intimidação a autoridades no Brasil, com a descoberta de um grupo criminoso, conforme investigação da Polícia Federal, que espiona, ameaça e constrange, como se o país fosse uma terra sem leis. Que as autoridades competentes façam prevalecer a lei, a ordem e a competente investigação sobre esse fato estarrecedor trazido à luz."

Espionagem

De acordo com um documento encontrado pelos investigadores em posse dos suspeitos, a espionagem contava com o uso de drones, disfarces e até armas de grosso calibre, incluindo fuzis.

Tabela reúne preços e armamentos do grupo "Comando de Caça Comunistas, Corruptos e Criminosos" | Reprodução
Tabela reúne preços e armamentos do grupo "Comando de Caça Comunistas, Corruptos e Criminosos" | Reprodução

Além disso, imóveis eram alugados e temporariamente ocupados para que as vítimas fossem acompanhadas mais de perto. Garotas e garotos de programa eram aliciados para serem usadas como "iscas".

Prisões

Até agora, cinco pessoas foram presas pela PF desde as primeiras horas do dia. Há, ainda, ordens para a colocação de tornozeleiras eletrônicas em outros quatro suspeitos de envolvimento no esquema.

Além disso, outros seis mandados de busca e apreensão são cumpridos nos estados de Mato Grosso, São Paulo e Minas Gerais.

Polícia Federal apreendeu armas em Minas Gerais: sétima fase da operação Sisamnes | Divulgação/PF
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