Política

Exército quer impor clima de normalidade e evita choque diplomático após ataque à Venezuela

Ao menos por ora, não haverá reforço militar na região fronteiriça; a ordem é evitar envolvimento sobre conflito no país vizinho

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soldados do exército

Em meio ao ápice do tensionamento diplomático e militar com a captura de Nicolás Maduro pelas forças americanas, interlocutores da cúpula do Exército brasileiro se esforçam para impor um clima de normalidade e reduzir eventuais turbulências em solo nacional à esfera humanitária.

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Em conversas com o SBT News, generais afirmam que a operação que culminou na prisão de Maduro, ao menos por ora, não altera em nada o planejamento já adotado pelo Exército em Pacaraima, cidade em Roraima que faz fronteira com a Venezuela.

Não haverá, portanto, um incremento de homens ou deslocamento de material de emprego militar na região. O argumento é o de que não houve uma mudança de “status quo” e que o local já foi recentemente guarnecido com reforços.

No fim de 2023, o comandante do Exército, general Tomás Paiva, foi alertado pelo comandante do Exército da Guiana sobre a possibilidade real de um avanço das tropas de Maduro, que ameaçavam levar a cabo uma operação para tomar o território guianense de Essequibo.

Para alcançar a região, porém, as tropas venezuelanas teriam de avançar sobre o território brasileiro. Na ocasião, houve um reforço de toda a região fronteiriça, e o contingente desde então permanece no local.

Por isso, o principal esforço dos militares é evitar qualquer envolvimento com a ação de Maduro. A ordem é a de que haja um silêncio absoluto sobre o tema, deixando as discussões a cargo da diplomacia brasileira.

De acordo com um general, a avaliação é a de que o reconhecimento do governo brasileiro da vice-presidente Delcy Rodríguez como mandatária da Venezuela ajude a apaziguar eventuais reações por parte do país vizinho, já que Delcy é vista como uma aliada de primeira hora de Maduro.

A única preocupação admitida por militares diz respeito ao efeito humanitário, com um possível aumento do ingresso de refugiados venezuelanos por Pacaraima. Desde 2018, cerca de um milhão de venezuelanos cruzaram a fronteira brasileira. Cabe às Forças Armadas, por meio da Operação Acolhida, prestar todo o apoio logístico na região.

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