Fronteira do Brasil com a Venezuela amanhece esvaziada após captura de Nicolás Maduro
Em Pacaraima (RR), dia seguinte à prisão do líder venezuelano é marcado por baixo fluxo, presença militar reforçada e clima de alívio misturado à incerteza
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Izaias Godinho
04/01/2026, 15:25 • Atualizado em 04/01/2026, 15:25
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A fronteira entre o Brasil e a Venezuela amanheceu com movimento reduzido neste domingo (4), um dia após a captura do ditador Nicolás Maduro. Em Pacaraima, no norte de Roraima, a circulação de pessoas ficou abaixo do habitual.
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Apesar da liberação da passagem do lado venezuelano ainda na tarde de sábado (3), o vai-e-vem entre Pacaraima e Santa Elena seguiu discreto nas primeiras horas do dia. Um militar das Forças Armadas da Venezuela, posicionado na área de fronteira, confirmou à reportagem que a circulação estava autorizada, mas não quis dar entrevistas.
Autoridades brasileiras se preparam para um possível aumento do fluxo migratório nos próximos dias. O Ministério da Justiça e Segurança Pública monitora o cenário diante da expectativa de novas entradas, em um contexto de insegurança alimentar e instabilidade política no país vizinho. Em Boa Vista, capital de Roraima, moradores chegaram a celebrar a prisão de Maduro em ato público.
Entre os venezuelanos que cruzaram a fronteira, o sentimento relatado foi de alívio, mas também de cautela. Uma família ouvida pela reportagem disse evitar declarações públicas por medo de represálias contra parentes que permanecem na Venezuela – receio comum entre críticos do governo.
O cenário observado contrasta com a rotina da região. Dados de organizações humanitárias indicam que, em dias normais, famílias chegam a pé ou de carro e se concentram nos postos de triagem, onde passam por vacinação obrigatória e regularização documental junto à Polícia Federal. Neste domingo, filas e aglomerações deram lugar a um espaço quase vazio, com presença majoritária de militares brasileiros e veículos do Exército.
A segurança foi reforçada após a captura de Maduro, com foco no controle de fronteira e no combate ao tráfico de drogas. O SBT News apurou que cerca de 2,3 mil militares das Forças Armadas atuam na área de Roraima, dentro de um contingente aproximado de 10 mil militares mobilizados na Amazônia.
O clima regional segue tenso. Enquanto aliados dos Estados Unidos, como a Argentina, celebraram a operação que resultou na prisão do líder venezuelano, países como Colômbia, além de Rússia e Irã, criticaram a ação por considerarem uma ameaça à soberania nacional. Na fronteira, porém, o semblante de quem passa é de expectativa: entre a esperança de mudança e a incerteza sobre o futuro da Venezuela.
Fronteira do Brasil com a Venezuela amanhece esvaziada após captura de Nicolás MaduroEm Pacaraima (RR), dia seguinte à prisão do líder venezuelano é marcado por baixo fluxo, presença militar reforçada e clima de alívio misturado à incertezaBrasil2026-01-04T15:25:04.460ZA fronteira entre o Brasil e a Venezuela amanheceu com movimento reduzido neste domingo (4), um dia após a captura do ditador Nicolás Maduro. Em Pacaraima, no norte de Roraima, a circulação de pessoas ficou abaixo do habitual. Apesar da liberação da passagem do lado venezuelano ainda na tarde de sábado (3), o vai-e-vem entre Pacaraima e Santa Elena seguiu discreto nas primeiras horas do dia. Um militar das Forças Armadas da Venezuela, posicionado na área de fronteira, confirmou à reportagem que a circulação estava autorizada, mas não quis dar entrevistas. Autoridades brasileiras se preparam para um possível aumento do fluxo migratório nos próximos dias. O Ministério da Justiça e Segurança Pública monitora o cenário diante da expectativa de novas entradas, em um contexto de insegurança alimentar e instabilidade política no país vizinho. Em Boa Vista, capital de Roraima, moradores chegaram a celebrar a prisão de Maduro em ato público. Entre os venezuelanos que cruzaram a fronteira, o sentimento relatado foi de alívio, mas também de cautela. Uma família ouvida pela reportagem disse evitar declarações públicas por medo de represálias contra parentes que permanecem na Venezuela – receio comum entre críticos do governo. O cenário observado contrasta com a rotina da região. Dados de organizações humanitárias indicam que, em dias normais, famílias chegam a pé ou de carro e se concentram nos postos de triagem, onde passam por vacinação obrigatória e regularização documental junto à Polícia Federal. Neste domingo, filas e aglomerações deram lugar a um espaço quase vazio, com presença majoritária de militares brasileiros e veículos do Exército. A segurança foi reforçada após a captura de Maduro, com foco no controle de fronteira e no combate ao tráfico de drogas. O SBT News apurou que cerca de 2,3 mil militares das Forças Armadas atuam na área de Roraima, dentro de um contingente aproximado de 10 mil militares mobilizados na Amazônia. O clima regional segue tenso. Enquanto aliados dos Estados Unidos, como a Argentina, celebraram a operação que resultou na prisão do líder venezuelano, países como Colômbia, além de Rússia e Irã, criticaram a ação por considerarem uma ameaça à soberania nacional. Na fronteira, porém, o semblante de quem passa é de expectativa: entre a esperança de mudança e a incerteza sobre o futuro da Venezuela.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/fronteira-brasil-venezuela-esvaziada-captura-nicolas-maduro-pacaraima
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