Exército descarta promoção de general indiciado pela CPMI do 8/1
Carlos Feitosa Rodrigues era o 1º lugar de sua turma da Aman; Força promove general Nigri para seu Alto Comando
Cézar Feitoza
Exército descarta promoção de general indiciado pela CPMI do 8/1 | Reprodução
O Exército descartou nesta semana promover ao seu Alto Comando o general Carlos Feitosa Rodrigues, ex-chefe de Segurança do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) indiciado pela CPMI do 8 de janeiro.
Feitosa era o primeiro lugar da turma da Aman (Academia Militar das Agulhas Negras) formada em 1989.
O general escolhido para a promoção para a maior patente do Exército foi Ricardo José Nigri. Como ele estava numa posição inferior a Feitosa, o ex-chefe da Segurança do Palácio do Planalto será transferido à reserva.
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As promoções ao generalato são decididas em reuniões do Alto Comando do Exército. Cada um dos generais da cúpula da Força depositam seus votos, de forma secreta, em uma urna.
A promoção é definida por escolha, mas a lista dos generais que concorrem à promoção é formulada seguindo os critérios de antiguidade.
Feitosa era o melhor posicionado por causa de seu histórico, com notas altas nos cursos do Exército. A posição na lista, porém, não garante a promoção, já que o Alto Comando considera outras informações ao escolher seus novos membros.
Imagem desgastada
O general Carlos Feitosa era o chefe da Secretaria de Coordenação e Segurança Presidencial do GSI na época dos ataques de 8 de janeiro.
A imagem de Feitosa acabou desgastada com os ataques de 8 de janeiro. Foi indiciado pela CPMI do Congresso que investigou a invasão às sedes dos Poderes, mas acabou livre de acusações da PGR (Procuradoria-Geral da República).
O nome de Feitosa também foi incluído pelo general Mário Fernandes como um dos integrantes do comitê de crise que deveria ser instaurado após o golpe de Estado.
Carlos Feitosa disse aos seus colegas de Exército que não tinha nenhuma relação com os documentos produzidos por Mario Fernandes, condenado pela trama golpista.
O promovido
Ricardo José Nigri era considerado pela cúpula do Exército como um dos nomes certos para a promoção.
Ele é o atual comandante da 5ª Divisão do Exército, em Curitiba. Antes, foi o vice-chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia e secretário-executivo do GSI.
Exército descarta promoção de general indiciado pela CPMI do 8/1Carlos Feitosa Rodrigues era o 1º lugar de sua turma da Aman; Força promove general Nigri para seu Alto ComandoPolítica2026-02-26T18:41:13.290ZO Exército descartou nesta semana promover ao seu Alto Comando o general Carlos Feitosa Rodrigues, ex-chefe de Segurança do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) indiciado pela CPMI do 8 de janeiro. Feitosa era o primeiro lugar da turma da Aman (Academia Militar das Agulhas Negras) formada em 1989. O general escolhido para a promoção para a maior patente do Exército foi Ricardo José Nigri. Como ele estava numa posição inferior a Feitosa, o ex-chefe da Segurança do Palácio do Planalto será transferido à reserva. As promoções ao generalato são decididas em reuniões do Alto Comando do Exército. Cada um dos generais da cúpula da Força depositam seus votos, de forma secreta, em uma urna. A promoção é definida por escolha, mas a lista dos generais que concorrem à promoção é formulada seguindo os critérios de antiguidade. Feitosa era o melhor posicionado por causa de seu histórico, com notas altas nos cursos do Exército. A posição na lista, porém, não garante a promoção, já que o Alto Comando considera outras informações ao escolher seus novos membros. Imagem desgastada O general Carlos Feitosa era o chefe da Secretaria de Coordenação e Segurança Presidencial do GSI na época dos ataques de 8 de janeiro. A imagem de Feitosa acabou desgastada com os ataques de 8 de janeiro. Foi indiciado pela CPMI do Congresso que investigou a invasão às sedes dos Poderes, mas acabou livre de acusações da PGR (Procuradoria-Geral da República). O nome de Feitosa também foi incluído pelo general Mário Fernandes como um dos integrantes do comitê de crise que deveria ser instaurado após o golpe de Estado. Carlos Feitosa disse aos seus colegas de Exército que não tinha nenhuma relação com os documentos produzidos por Mario Fernandes, condenado pela trama golpista. O promovido Ricardo José Nigri era considerado pela cúpula do Exército como um dos nomes certos para a promoção. Ele é o atual comandante da 5ª Divisão do Exército, em Curitiba. Antes, foi o vice-chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia e secretário-executivo do GSI.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/exercito-descarta-promocao-de-general-indiciado-pela-cpmi-do-8-1
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