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Política

Estratégia dos denunciados pela PGR: inflar testemunhas, enfraquecer delação e achar lacunas

Sob reserva, advogados ouvidos pelo SBT revelam estratégias que devem ser usadas por denunciados pela PGR

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Após a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a trama golpista, os advogados dos denunciados buscam estratégias para livrá-los das acusações de crimes como organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Sob reserva, quatro advogados revelaram ao SBT a forma de atuação que deverão usar no processo. A primeira estratégia é inflar a quantidade de testemunhas no processo do Supremo Tribunal Federal para ganhar tempo. É permitida a inclusão de até oito pessoas.

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A segunda é enfraquecer a delação do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid. Alguns advogados planejam fazer críticas duras e públicas ao militar. Outra linha quer descredibilizar e encontrar eventuais lacunas nas declarações do tenente-coronel.

Por fim, uma ala de advogados dos denunciados atuará para encontrar lacunas jurídicas nos crimes atribuídos pela PGR aos investigados.

Em conjunto à atuação de advogados, alguns denunciados apostam na atuação política, levantando argumentos sobre perseguição, caso o processo caminhe no Supremo.

Denúncia

Ao todo, Bolsonaro e os outros 33 denunciados foram acusados de cinco crimes, todos envolvendo atos contra os Três Poderes e contra a democracia. São eles:

  • Organização criminosa armada;
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • Golpe de Estado;
  • Dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima;
  • Deterioração de patrimônio tombado.

Os crimes são similares aos apontados pela PGR contra participantes dos atos antidemocráticos do 8/1. As penas máximas, se somadas, desconsiderando agravantes, chegam a 29 anos de prisão.

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