Política

Escala 6x1: Motta acena a Lula e promete negociar relator na Comissão Especial após revés na CCJ

Presidente da Câmara contrariou governo ao costurar relatoria na Comissão de Constituição e Justiça para deputado de oposição ao PT na Bahia

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Eduardo Gayer
24/02/2026, 22:07 • Atualizado em 24/02/2026, 22:08
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Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) | Divulgação/Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) | Divulgação/Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Após costurar a indicação de um deputado de oposição para relatar a PEC do fim da escala 6x1 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), decidiu fazer acenos ao Palácio do Planalto. Ele indicou a auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que, se o texto passar na CCJ e chegar à Comissão Especial, a definição do novo relator será debatida com o governo federal.

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O fim da escala 6x1 tornou-se uma prioridade de Lula para fortalecer sua campanha à reeleição, mas Motta trabalha para dar ao Congresso o protagonismo no assunto. Nesta terça-feira (24), o presidente da CCJ da Câmara, Leur Lomanto (União-BA), designou o correligionário Paulo Azi (União-BA) como relator da PEC da mudança de jornada após articulação com Motta.

Paulo Azi é um ferrenho opositor do PT na Bahia, grupo comandado pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, e pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). Em solo baiano, o relator trabalha para derrotar o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e eleger o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União).

A escolha do baiano para relatar um tema caro a Lula irritou os articuladores políticos do governo. Um ministro com assento no Palácio do Planalto afirmou que foi avisado por Hugo Motta que o posto na CCJ ficaria “no campo da direita”, mas que a relatoria na Comissão Especial seria debatida entre os dois Poderes.

Apesar do desconforto, esse mesmo ministro tenta minimizar a designação de Paulo Azi ao dizer que o parecer na CCJ é apenas sobre admissibilidade, ou seja, não trata de mérito. Se passar no colegiado, a PEC ainda precisa tramitar em Comissão Especial antes de ser analisada em plenário, para só então seguir para o Senado.

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