Eduardo Bolsonaro: retorno da Magnistky é questão de tempo
Ex-deputado voltou a defender, em entrevista ao SBT News, que o ministro Alexandre de Moraes seja sancionado pelo governo dos Estados Unidos
Vicklin Moraes, Raquel Landim , Iander Porcella, Victoria Abel
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou, nesta quarta-feira (17), que é uma questão de tempo para que os Estados Unidos voltem a aplicar a Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na avaliação dele, a volta dessas sanções teria relação com a deterioração das relações entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e Donald Trump, dos Estados Unidos.
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“Não há mais motivos para que os EUA sejam benevolentes. O retorno da Magnitsky é uma questão de tempo”, disse em entrevista ao programa Poder Expresso, do SBT News. Ainda neste tema, Eduardo acusou o STF de “fingir ser incompetente” para julgá-lo à revelia. A acusação tem relação com o fato de que a Corte não teria conseguir notificar formalmente Eduardo sobre o processo que culminou com sua condenação por coação à Justiça.
“O STF finge ser incompetente para não me localizar, porque a intenção deles é me julgar à revelia. Se mandarem uma carta rogatória para que eu seja ouvido, exercerei meu direito à ampla defesa em um processo que considero totalmente irregular”, afirmou.
Eduardo Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF a 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto por coação à Justiça. O colegiado entendeu que ele tentou interferir na ação que resultou na condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado em setembro de 2025. O ex-deputado se licenciou do mandato e se mudou para o Texas, nos Estados Unidos, no início de 2025. À época, afirmou que seu objetivo era denunciar o que classificava como perseguição política do Judiciário brasileiro contra seu pai. A iniciativa contou com o apoio de Paulo Figueiredo, que mantém interlocução com aliados do trumpismo.
Meses após a chegada de Eduardo ao Texas, a Casa Branca passou a adotar medidas contra o Brasil sob a justificativa de punir o país por suposto viés político no julgamento de Bolsonaro. Entre as ações, estiveram a imposição de tarifas sobre exportações brasileiras, a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes e outras autoridades, além da suspensão de vistos de ministros do STF, do procurador-geral Paulo Gonet e de autoridades como o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e o ex-ministro Ricardo Lewandowski.
Eduardo Bolsonaro: retorno da Magnistky é questão de tempoEx-deputado voltou a defender, em entrevista ao SBT News, que o ministro Alexandre de Moraes seja sancionado pelo governo dos Estados Unidos
Política2026-06-17T21:28:23.803ZO ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou, nesta quarta-feira (17), que é uma questão de tempo para que os Estados Unidos voltem a aplicar a Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na avaliação dele, ateria relação com a deterioração das relações entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e Donald Trump, dos Estados Unidos. “Não há mais motivos para que os EUA sejam benevolentes. O retorno da Magnitsky é uma questão de tempo”, disse em entrevista ao programa Poder Expresso, do SBT News. Ainda neste tema, Eduardo acusou o STF de “fingir ser incompetente” para julgá-lo à revelia. A acusação tem relação com o fato de que a Corte não teria conseguir notificar formalmente Eduardo sobre o processo que culminou com sua condenação por coação à Justiça. “O STF finge ser incompetente para não me localizar, porque a intenção deles é me julgar à revelia. Se mandarem uma carta rogatória para que eu seja ouvido, exercerei meu direito à ampla defesa em um processo que considero totalmente irregular”, afirmou. Eduardo Bolsonaro foi em regime semiaberto por coação à Justiça. O colegiado entendeu que ele tentou interferir na ação que resultou na condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado em setembro de 2025. O ex-deputado se licenciou do mandato e se mudou para o Texas, nos Estados Unidos, no início de 2025. À época, afirmou que seu objetivo era denunciar o que classificava como perseguição política do Judiciário brasileiro contra seu pai. A iniciativa contou com o apoio de Paulo Figueiredo, que mantém interlocução com aliados do trumpismo. Meses após a chegada de Eduardo ao Texas, a Casa Branca passou a adotar medidas contra o Brasil sob a justificativa de punir o país por suposto viés político no julgamento de Bolsonaro. Entre as ações, estiveram a imposição de tarifas sobre exportações brasileiras, a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes e outras autoridades, além da suspensão de vistos de ministros do STF, do procurador-geral Paulo Gonet e de autoridades como o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e o ex-ministro Ricardo Lewandowski.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/eduardo-bolsonaro-retorno-da-magnistky-e-questao-de-tempo