Milei foi agressivo de forma inédita contra Lula, diz Vieira
Chanceler afirma que governo manterá o rebaixamento diplomático enquanto não houver resposta considerada satisfatória para os ataques do líder argentino
Caroline Vale
Mauro Vieira afirmou que o Brasil manterá as relações diplomáticas rebaixadas com a Argentina. | Reprodução
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, classificou como "muito grosseira, muito direta e muito agressiva, inaudita" a postura do presidente da Argentina, Javier Milei, em relação ao Brasil e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
"Foram quatro manifestações consecutivas no espaço de uma semana em que o presidente da Argentina, de uma forma muito grosseira, muito direta e muito agressiva, criticou de forma inaudita, uma forma que nunca tinha se visto, o Brasil, as instituições na pessoa do presidente da República", declarou Vieira, durante entrevista ao programa Modo Fontevecchia, da TV argentina.
Segundo Vieira, o governo manterá o rebaixamento das relações diplomáticas entre os dois países até que Buenos Aires apresente explicações consideradas satisfatórias. Na terça-feira (4), o Brasil anunciou que o embaixador Julio Bitelli não retornará ao posto e que manterá apenas um encarregado de negócios em território argentino.
O chanceler disse que a decisão foi tomada após asequência de ataques públicos do presidente argentino ao governo brasileiro. "As condições foram os reiterados insultos e agressões ao Brasil, às instituições do governo brasileiro, ao Executivo brasileiro, ao chefe do Executivo e também ao Judiciário", afirmou.
O ministro afirmou que o governo brasileiro comunicou oficialmente sua posição ao embaixador argentino e condicionou a normalização das relações a uma resposta de Buenos Aires.
"Nós pedimos explicações e dissemos que, enquanto não houver explicações satisfatórias, nós vamos manter o nosso embaixador (...) e também o embaixador da Argentina será dirigido por um encarregado de negócios."
Mauro Vieira também classificou como "absolutamente surpreendente" a participação de Milei em uma convenção do PLno Brasil e afirmou que pessoas presentes no ato eram ligadas ao grupo investigado pela tentativa de golpe de Estado de 2023, referindo-se principalmente a Flávio Bolsonaro, que é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar.
Ele ressaltou que Brasil e Argentina construíram, desde a redemocratização, uma relação de integração e cooperação que, segundo ele, foi abalada pelos episódios recentes.
Ao comentar a política externa do governo brasileiro, o chanceler afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém relações institucionais com governos de diferentes orientações políticas e defendeu que o respeito entre os países é indispensável para o diálogo. "A educação e o respeito é fundamental. Sem isso não pode haver diálogo. E a questão ideológica é totalmente secundária", concluiu.
Milei foi agressivo de forma inédita contra Lula, diz VieiraChanceler afirma que governo manterá o rebaixamento diplomático enquanto não houver resposta considerada satisfatória para os ataques do líder argentinoBrasil2026-08-05T17:03:37.839ZO ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, classificou como "muito grosseira, muito direta e muito agressiva, inaudita" a postura do presidente da Argentina, Javier Milei, em relação ao Brasil e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Foram quatro manifestações consecutivas no espaço de uma semana em que o presidente da Argentina, de uma forma muito grosseira, muito direta e muito agressiva, criticou de forma inaudita, uma forma que nunca tinha se visto, o Brasil, as instituições na pessoa do presidente da República", declarou Vieira, durante entrevista ao programa Modo Fontevecchia, da TV argentina. Segundo Vieira, o até que Buenos Aires apresente explicações consideradas satisfatórias. Na terça-feira (4), o Brasil anunciou que o embaixador Julio Bitelli não retornará ao posto e que manterá apenas um encarregado de negócios em território argentino. O chanceler disse que a decisão foi tomada após a . "As condições foram os reiterados insultos e agressões ao Brasil, às instituições do governo brasileiro, ao Executivo brasileiro, ao chefe do Executivo e também ao Judiciário", afirmou. O ministro afirmou que o governo brasileiro comunicou oficialmente sua posição ao embaixador argentino e condicionou a normalização das relações a uma resposta de Buenos Aires. "Nós pedimos explicações e dissemos que, enquanto não houver explicações satisfatórias, nós vamos manter o nosso embaixador (...) e também o embaixador da Argentina será dirigido por um encarregado de negócios." Mauro Vieira também classificou como "absolutamente surpreendente" a no Brasil e afirmou que pessoas presentes no ato eram ligadas ao grupo investigado pela tentativa de golpe de Estado de 2023, referindo-se principalmente a Flávio Bolsonaro, que é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar. Ele ressaltou que Brasil e Argentina construíram, desde a redemocratização, uma relação de integração e cooperação que, segundo ele, foi abalada pelos episódios recentes. Ao comentar a política externa do governo brasileiro, o chanceler afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém relações institucionais com governos de diferentes orientações políticas e defendeu que o respeito entre os países é indispensável para o diálogo. "A educação e o respeito é fundamental. Sem isso não pode haver diálogo. E a questão ideológica é totalmente secundária", concluiu.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/milei-foi-agressivo-de-forma-inedita-contra-lula-diz-vieira
Redução da maioridade penal avança na Câmara nesta quarta
Comissão especial para analisar o tema será instalada à tarde; relator da proposta, deputado Mendonça Filho (PL-PE), diz que haverá votação antes das eleições
Ministro indicado por Motta turbina festejos na Paraíba
Em ano eleitoral, Ministério do Turismo priorizou repasses do São João para reduto do presidente da Câmara, que tenta se reeleger e eleger o pai para o Senado