Deputado Rogério Correia pede convocação de Ibaneis e Claudio Castro à CPMI do INSS
O objetivo é apurar eventual envolvimento dos governadores no susposto esquema que envolve o Banco Master e suspeitas de fraudes na previdência



Basília Rodrigues
Jessica Cardoso
O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) protocolou, nesta segunda-feira (26), dois requerimentos na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS pedindo a convocação dos governadores Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro, e Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal.
A iniciativa busca apurar o possível envolvimento dos chefes do Executivo estadual e distrital no esquema que envolve o Banco Master e suspeitas de fraudes na previdência.
Para Rogério Correia, a oitiva dos governadores é essencial para esclarecer responsabilidades, avaliar eventuais omissões e proteger os recursos da previdência pública. Os pedidos solicitam a definição de data para os depoimentos na CPMI.
Segundo os requerimentos, investigações da Polícia Federal (PF) apontam um esquema de captação de recursos pelo Banco Master, aplicação em fundos de investimento e eventual direcionamento desses valores ao patrimônio pessoal de Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira.
Ao justificar a convocação de Ibaneis, Correia cita que Vorcaro afirmou, em depoimento, ter tratado pessoalmente com o governador do DF sobre a venda do banco ao Banco de Brasília (BRB). Entre 2024 e 2025, o BRB teria injetado mais de R$ 16 bilhões no Master.
Para o deputado do PT, essa atuação tem relação direta com a CPMI do INSS, uma vez que o Banco Master é apontado pelas investigações como peça central em um esquema que envolve fraudes em empréstimos consignados e aplicações de recursos ligados à previdência.
No caso de Cláudio Castro, o foco recai sobre aportes do Rioprevidência, que investiu R$ 970 milhões em papéis do Banco Master.
Correia afirma no requerimento que uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), realizada no início de 2025, apontou irregularidades no Plano Anual de Investimentos do fundo de previdência do Estado do Rio de Janeiro. Segundo o parlamentar, as falhas indicam “gestão temerária” e justificam a convocação.









