Defesa de Lulinha diz que pedido de indiciamento é tentativa de desgaste político
Marco Aurélio Carvalho afirma que não há provas contra o filho de Lula e acusa relator da CPMI do INSS de agir com motivação eleitoral


Gabriela Tunes
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, reagiu ao relatório da CPMI do INSS que sugere o indiciamento do empresário e também ao pedido para que o Senado acione a Justiça pela prisão preventiva.
Em nota, o advogado Marco Aurélio de Carvalho afirmou que a recomendação tem caráter político e eleitoral, e acusou o relator, deputado Alfredo Gaspar (União AL), de usar a comissão para desgastar não apenas Lulinha, mas também o governo federal.
Segundo a defesa, não há elementos concretos que justifiquem o indiciamento ou qualquer medida cautelar. O advogado sustenta que Lulinha não tem relação direta ou indireta com os fatos investigados na CPMI.
O texto também critica o que classifica como “vazamento criminoso” de dados bancários do empresário, apontado como prova de irregularidades na condução das investigações.
Para a defesa, a inclusão de Lulinha no relatório, com acusações como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e tráfico de influência, faz parte de uma estratégia da oposição para gerar desgaste político e eleitoral contra o filho do presidente Lula.
Leia a nota na íntegra:
“A recomendação de indiciamento só revela o caráter eleitoral da atuação do relator , e vulgariza a nobre função de fiscalizar delegada de forma atípica pela constituição federal ao parlamento brasileiro.
Não há um único elemento nos autos que justifique ou fundamente a referida sugestão .
Se não fosse trágico , seria cômico .
Fábio não tem relação direta ou indireta com os fatos investigados no bojo da CPMI do INSS.
O vazamento criminoso de seu sigilo bancário é um elemento que confirma o que a defesa desde o início vem dizendo .
Marco Aurélio de Carvalho”








