Viana rejeita tirar Lulinha de lista da CPMI do INSS e quer votar relatório como está
Ao SBT News, presidente da comissão disse esperar que a votação se arraste pela madrugada; texto indicia 212 pessoas e 4 empresas

SBT News
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou em entrevista ao SBT News nesta sexta-feira (27) que o relatório final que pede o indiciamento de 212 pessoas e 4 empresas por fraudes na Previdência não vai retirar nenhum acusado antes da votação, incluindo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
A retirada de Lulinha e de outros nomes ligados ao governo Lula (PT) foi aventada como um aceno a governistas da CPMI, maioria na comissão, para evitar que o texto acabe rejeitado. “Não vejo a possibilidade de tirar qualquer nome que está sendo colocado porque é parte importante da investigação", afirmou.
O relatório de 4.340 páginas que está sendo lido desde a manhã é o apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), relator da comissão. O texto diz que os 216 alvos citados estariam ligados ao esquema de fraudes na instituição, que desviou ilegalmente R$ 6,3 bilhões em benefícios de aposentados e pensionistas.
Viana estima que a votação se arraste durante a madrugada e seja nominal, onde "cada parlamentar terá que colocar a sua digital na decisão".
“A expectativa é que o relator termine a leitura em duas a três horas porque ele está selecionando os temas principais. Nós daremos vistas para que todos os parlamentares possam ter acesso, e depois iniciaremos uma sessão de debates que deve durar mais 4 horas. O final da noite e início da madrugada é a minha previsão".
Um relatório paralelo produzido pela base do governo cita o senador Flávio Bolsonaro (PL) por sua relação com Letícia Caetano, irmã de Alessandro Caetano, sócio de Antônio Carlos Antunes, o Careca do INSS. O texto apresenta ao todo uma lista de 170 indiciados, que também inclui o ex-ministro do Trabalho e Previdência Onyx Lorenzoni.
Viana, porém, deu a entender que não vai aceitar votar outro texto caso o de Gaspar seja rejeitado.
"O governo pode, no caso de o relatório não ser aprovado, solicitar a indicação de um novo relator [...] Eles podem pedir, mas a decisão de sim ou não é do presidente da comissão", afirmou.
Indiciamento de Lulinha
O relatório imputa ao filho mais velho do presidente Lula quatro crimes: tráfico de influência, lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores, organização criminosa e corrupção passiva. O relatório aponta a conexão de Lulinha com Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS", também com pedido de indiciamento.









