Política

Defesa de Braga Netto pede para revogar prisão de ex-ministro após interrogatório

General foi o último réu a ser ouvido no STF nesta terça (10), durante interrogatórios do "núcleo 1" da ação penal que apura tentativa de golpe

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Yumi Kuwano
Foto: Antonio Augusto/STF

Foto: Antonio Augusto/STF

A defesa do general Braga Netto solicitou na noite desta terça-feira (10) ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes a revogação da prisão preventiva do ex-ministro da Defesa do governo Jair Bolsonaro.

O pedido foi feito após o interrogatório do réu na fase de instrução do julgamento, no STF, sobre uma trama golpista para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após as eleições de 2022.

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Preso desde dezembro de 2024 no Rio de Janeiro, o militar é acusado de obstruir as investigações e de tentar acessar informações sobre os depoimentos prestados por Mauro Cid no âmbito da delação premiada.

Segundo os advogados, com o fim dos depoimentos do chamado “núcleo 1” da investigação, não há mais fundamentos para manter a prisão.

“Diante de todo o exposto, ratificando os pedidos já submetidos a esse STF e especialmente diante da atual situação fático-processual de encerramento da instrução desta ação penal, requer-se a revogação da prisão preventiva”, afirmou a defesa no pedido.

Braga Netto foi o último a depor no STF nesta etapa de interrogatório. Ele participou por vídeo e negou envolvimento na articulação e a acusação de ter entregue uma sacola de vinho com dinheiro ao ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid.

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