Política

Defesa de Bolsonaro pede a Moraes visita de Flávio

Advogados querem que ministro do STF antecipe retorno das visitas ou autorize encontro único antes de 11 de outubro

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José Matheus Santos, Vicklin Moraes
O ex-presidente Jair Bolsonaro e o filho, o senador Flávio | Divulgação/PSL

O ex-presidente Jair Bolsonaro e o filho, o senador Flávio | Divulgação/PSL

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (5), que o ministro Alexandre de Moraes autorize o senador Flávio Bolsonaro (PL) a visitar o pai. A solicitação ocorre antes do fim da suspensão de 90 dias que impede o parlamentar de visitar o ex-presidente, prevista para terminar em 11 de outubro.

O pedido foi protocolado um dia após a definição do segundo turno da eleição presidencial. No domingo (4), Flávio Bolsonaro avançou para a segunda etapa da disputa com 47,05% dos votos válidos, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 45,13%. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.

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A restrição às visitas de Flávio foi determinada por Moraes em julho. Na decisão, o ministro concluiu que o senador atuou como intermediário na divulgação de uma manifestação de teor político-eleitoral produzida pelo ex-presidente. Como consequência, foi determinada a suspensão das visitas por 90 dias.

Na petição apresentada ao STF, a defesa pede, como medida principal, a antecipação do fim da suspensão e o retorno das visitas regulares ao ex-presidente. Os advogados querem que Flávio possa voltar a ter contato frequente com o pai e com outros familiares e pessoas credenciadas, seguindo as regras de segurança e fiscalização da custódia.

Como alternativa, caso Moraes não autorize a retomada imediata das visitas, a defesa pede que o senador tenha autorização para realizar um único encontro de caráter exclusivamente familiar antes do fim da suspensão, em 11 de outubro.

Segundo os advogados, a proximidade do término da penalidade e a natureza familiar do encontro justificariam a autorização antecipada. Pela proposta, a data e o horário da visita seriam definidos diretamente com o Núcleo de Custódia da Polícia Militar (NCPM), onde Bolsonaro está detido.

A decisão sobre o pedido cabe agora a Alexandre de Moraes.

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