Dark Horse: SSP nega violação de lacres em operação
Relatório aponta que a Polícia Técnico-Científica recusou equipamentos por problemas nas embalagens; pasta diz que não houve acesso aos dados
Vicklin Moraes
Post do filme "Dark Horse", que teria recebido dinheiro de Vorcaro | Reprodução
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo, sob o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), negou nesta segunda-feira (14) que tenha havido violação dos lacres de aparelhos eletrônicos apreendidos com investigados da Operação Wi-Fi, da Polícia Civil, realizada em 1º de junho deste ano.
A operação cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados à empresária Karina Ferreira da Gama, produtora do filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.
Em nota, a SSP afirmou que os 27 dispositivos foram lacrados pela Polícia Civil nos locais das apreensões, na presença de testemunhas, e encaminhados à Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC).
Segundo a pasta, a recusa inicial dos equipamentos pelo Instituto de Criminalística ocorreu durante uma etapa de protocolo técnico para verificar as condições de acondicionamento e lacração dos materiais. Embora os lacres estivessem íntegros, algumas embalagens apresentavam pequenos espaços e, por isso, foram devolvidas para adequação.
A secretaria afirmou que o procedimento foi documentado, os itens foram novamente lacrados e posteriormente recebidos pela perícia. A SSP também negou que tenha ocorrido acesso, extração ou manipulação dos dados e afirmou que não houve comprometimento da cadeia de custódia. Para a pasta, a fotografia utilizada pela imprensa não retrata os objetos apreendidos na operação.
Segundo relatório, o Instituto de Criminalística da Polícia Técnico-Científica de São Paulo recusou receber para perícia 26 equipamentos eletrônicos apreendidos na investigação que apura suspeitas de irregularidades no contrato do programa WiFi Livre SP e possíveis conexões com a produção de Dark Horse.
Entre os itens apreendidos estavam os telefones de Karina Ferreira da Gama, presidente do Instituto Conhecer Brasil (ICB) e dona da produtora do filme, e de Vanderlei Magalhães Natividade, além de equipamentos recolhidos em empresas subcontratadas pelo ICB.
Os termos de recusa, datados do início de junho, apontam dois tipos de problema nas embalagens dos equipamentos. Em quatro remessas, a abertura existente na embalagem era suficiente para permitir a retirada da própria peça que seria periciada. Em outras 13 remessas, a abertura permitia a entrada de cabo de alimentação e de transferência de dados.
Segundo o documento, nessas condições seria "possível a manipulação dos dados no interior do equipamento".
Dark Horse: SSP nega violação de lacres em operaçãoRelatório aponta que a Polícia Técnico-Científica recusou equipamentos por problemas nas embalagens; pasta diz que não houve acesso aos dadosPolítica2026-09-14T20:52:32.056ZA Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo, sob o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), negou nesta segunda-feira (14) que tenha havido com investigados da Operação Wi-Fi, da Polícia Civil, realizada em 1º de junho deste ano. A operação cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados à empresária Karina Ferreira da Gama, produtora do filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em nota, a SSP afirmou que os 27 dispositivos foram lacrados pela Polícia Civil nos locais das apreensões, na presença de testemunhas, e encaminhados à Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC). Segundo a pasta, a recusa inicial dos equipamentos pelo Instituto de Criminalística ocorreu durante uma etapa de protocolo técnico para verificar as condições de acondicionamento e lacração dos materiais. Embora os lacres estivessem íntegros, algumas embalagens apresentavam pequenos espaços e, por isso, foram devolvidas para adequação. A secretaria afirmou que o procedimento foi documentado, os itens foram novamente lacrados e posteriormente recebidos pela perícia. A SSP também negou que tenha ocorrido acesso, extração ou manipulação dos dados e afirmou que não houve comprometimento da cadeia de custódia. Para a pasta, a fotografia utilizada pela imprensa não retrata os objetos apreendidos na operação. Segundo relatório, o Instituto de Criminalística da Polícia Técnico-Científica de São Paulo recusou receber para perícia 26 equipamentos eletrônicos apreendidos na investigação que apura suspeitas de irregularidades no contrato do programa WiFi Livre SP e possíveis conexões com a produção de Dark Horse. Entre os itens apreendidos estavam os telefones de Karina Ferreira da Gama, presidente do Instituto Conhecer Brasil (ICB) e dona da produtora do filme, e de Vanderlei Magalhães Natividade, além de equipamentos recolhidos em empresas subcontratadas pelo ICB. Os termos de recusa, datados do início de junho, apontam dois tipos de problema nas embalagens dos equipamentos. Em quatro remessas, a abertura existente na embalagem era suficiente para permitir a retirada da própria peça que seria periciada. Em outras 13 remessas, a abertura permitia a entrada de cabo de alimentação e de transferência de dados. Segundo o documento, nessas condições seria "possível a manipulação dos dados no interior do equipamento".São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/dark-horse-ssp-nega-violacao-de-lacres-em-operacao
Homem de 42 anos foi ferido no pescoço em Caxias e está em estado grave; confronto entre vascaínos e flamenguistas mobilizou vias da Baixada e da capital
Texto terminou adiado depois de oposição tentar incluir redução da maioridade penal na proposta antes do 2º turno; Lula promete criar ministério após aprovação