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Democratas cobram que Trump reconheça vitória de Lula

Bancada progressista do Congresso dos EUA acusa presidente de 'negacionismo eleitoral' e exige respeito ao resultado das urnas

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Sofia Pilagallo
Donald Trump e o presidente Lula durante encontro na Casa Branca em maio de 2026 | Ricardo Stuckert

Donald Trump e o presidente Lula durante encontro na Casa Branca em maio de 2026 | Ricardo Stuckert

Líderes da bancada progressista do Congresso dos Estados Unidos, cobraram, nesta sexta-feira (30), que o governo americano reconheça a vitória eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A manifestação foi feita por meio de um comunicado, assinado pelo presidente da bancada, Greg Casar, pela vice-presidente, Ilhan Omar, e pelo responsável pela articulação política, Jesús García. A bancada progressista reúne quase 100 deputados do Partido Democrata.

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Os parlamentares ressaltaram que Lula venceu a disputa por uma vantagem de mais de 4 milhões de votos, o que tornaria inviável sua contestação. Também acusaram Trump de intensificar o "negacionismo eleitoral" ao classificar a eleição brasileira como fraudada e corrupta e se recusar a reconhecer o resultado.

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O comunicado também critica o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por ter alegado, após chegar à Flórida, que a eleição foi roubada. Os democratas classificaram como "ultrajante" a declaração do senador de que seria o verdadeiro presidente eleito do Brasil.

"A parceria entre Trump e Bolsonaro na negação das eleições deve cessar imediatamente. Exigimos que os Estados Unidos se unam ao resto do mundo na aceitação dos resultados das eleições brasileiras", afirma a nota.
"Nas duas maiores democracias do hemisfério, não podemos tolerar tentativas autoritárias de negar os resultados das eleições, anular a vontade de centenas de milhões de eleitores ou interromper violentamente a transição pacífica de poder", acrescenta.

Por fim, os líderes prometeram usar os instrumentos do Congresso para defender a integridade eleitoral e combater interferências de Trump no exterior. A manifestação ocorre às vésperas das eleições de meio de mandato nos EUA, marcadas para 3 de novembro.

A fuga e a carta golpista

Flávio Bolsonaro fugiu do Brasil após perder a eleição para Lula e chegou a Miami na quarta-feira (28), depois de passar pela Argentina. A saída ocorreu apesar de decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinava a entrega de seus passaportes.

No mesmo dia, o senador divulgou uma carta golpista em que se apresentava como o "verdadeiro presidente eleito do Brasil" e alegava fraude eleitoral sem provas. Depois, alterou o documento e passou a se definir como "líder do Brasil".

Na carta, Flávio afirmou que liderará a oposição a partir dos EUA e agradeceu aos presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Javier Milei, da Argentina, pelo apoio. Também negou ter fugido e alegou que deixou o Brasil para escapar de perseguição política.

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