Política

Cury diz que proibição de bets por Lula é eleitoreira

Candidato à Presidência disse que petista está mais preocupado com a permanência no poder do que com a população

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Isabelle Saleme
Augusto Cury durante evento de campanha em São Paulo      Foto: Ronaldo do Nascimento

Augusto Cury durante evento de campanha em São Paulo Foto: Ronaldo do Nascimento

O candidato do Avante à Presidência da República, Augusto Cury, classificou a medida anunciada pelo presidente Lula (PT) na última sexta-feira (25) de acabar com as bets no Brasil como eleitoreira e disse que o candidato do PT à reeleição está muito mais preocupado com a permanência no poder do que com a população, que estaria no que classificou como uma “UTI financeira”.

“Eu não entendo por que, às vésperas da eleição, o Lula faz isso. Está usando a dor das pessoas para ganhar voto. Ama mais o cargo do que as pessoas, como ocorreu há 17 dias do dia quatro [de outubro] dando 15% de aumento no Bolsa Família. Por que não fez no começo do ano?”, questionou o médico e escritor.

Em 2023, o atual governo regulamentou as apostas, o que, segundo Cury, foi um erro. O candidato do Avante também sugere uma taxação maior para as apostas, como opção para a proibição.

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“O Lula causou o caos e na hora da eleição que é limpar essa lambança, que ele mesmo fez, isso está errado. Isso é cruel. Bet tem que ser, se não eliminada, tem que ser uma taxa de responsabilidade fiscal, como acontece com o cigarro, que causa dependência. Então, tem que pagar altíssimo imposto, 50 a 60% ou então eliminá-la. Mas do jeito que ele está fazendo, reitero, Lula está preocupado muito mais com a perpetuação no poder do que a condição emocional e a saúde biológica das pessoas deste país”, declarou.

Cury, que vinha em crescimento nas pesquisas, teve uma queda no último levantamento da Quaest, divulgado nesta segunda-feira (28). Os números indicam Lula com 39% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro (PL) com 34% no 1º turno. O escritor caiu de 6% no último levantamento e aparece agora com 4%, empatado com Ronaldo Caiado (PSD).

“Vocês vão se surpreender no dia 4. Vocês não imaginam, essas pesquisas não refletem minimamente o que nós temos visto nas ruas (…) Vamos 'rampar' muito mais, quem sabe vamos virar o jogo, porque eu quero colocar um fim nessa doença da polarização, pelo amor de Deus”, afirmou.

Logo depois de uma reunião no Banco Bradesco, nesta segunda-feira (28), em São Paulo, Cury defendeu, ainda, o corte da taxa básica de juros. Hoje, a Selic está em 13,75% ao ano.

“Nós temos que abaixar os juros o mais rapidamente possível, termos responsabilidade fiscal para que o Banco Central tenha a capacidade de baixar, dentro de um ano a um ano e meio, para níveis de quem sabe 7% ou 8% e logo, logo mais ainda. A minha proposta é muito clara: vamos fazer um pente fino e um pente grosso em toda a máquina pública para que nós possamos de fato ter responsabilidade fiscal, gastarmos muito menos do que arrecadamos e diminuirmos o déficit primário, que é o déficit da máquina de custeio e consequentemente o déficit nominal”, propôs Cury.

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