Política

Coordenador de Flávio: 'Moraes usa inquérito para intimidar'

Senador Rogério Marinho (PL) divulgou manifestatação após o ministro do Supremo Tribunal Federal pedir a inclusão de Mendonça no inquérito das fake news

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Senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência | Divulgação/Carlos Moura/Agência Senado

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Coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, o senador Rogério Marinho (PL) disse, nesta quinta-feira, que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), transformou o inquérito das fake news em um "instrumento de poder pessoal". Na visão do parlamentar, trata-se de um "inversão intolerável de valores".

"Quem deveria prestar esclarecimentos às instituições e ao povo brasileiro utiliza poderes investigativos excepcionais sob seu comando para constranger quem supervisiona uma investigação séria", afirma Marinho em nota à imprensa.

Neste mesmo sentido, Marinho acusa Moraes de usar o inquérito como "escudo" e "instrumento de intimidação". "Usar o Inquérito das Fake News como escudo e instrumento de intimidação não protege o Supremo: corrói sua autoridade e transforma poder sem controle em ameaça ao próprio Estado de Direito", complementa.

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A manifestatação foi divulgada após o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes pedir a inclusão do colega André Mendonça no inquérito das fake news. Moraes argumentou que Mendonça teria cometido três supostos crimes no âmbito da relatoria das operações Sem Desconto e Compliace Zero: improbidade administrativa, crime de responsabilidade e abuso de autoridade. A decisão é mais um capítulo na crise interna do Supremo. Leia a íntegra da nota de Rogério Marinho: "Alexandre de Moraes transforma mais uma vez o Inquérito 4.781, aberto há sete anos e de limites cada vez mais elásticos, em instrumento de poder pessoal. Agora, recorre ao mesmo inquérito para avançar contra André Mendonça justamente quando o ministro conduz apurações que alcançam fatos graves envolvendo o próprio Moraes.

É uma inversão intolerável de valores: quem deveria prestar esclarecimentos às instituições e ao povo brasileiro utiliza poderes investigativos excepcionais sob seu comando para constranger quem supervisiona uma investigação séria.

O episódio expõe o grau de deterioração institucional produzido pela perpetuação desse inquérito. Nenhum ministro pode estar acima do escrutínio, muito menos dispor de poderes excepcionais para reagir contra quem o escrutina. Se Moraes tem explicações a dar, deve dá-las. Usar o Inquérito das Fake News como escudo e instrumento de intimidação não protege o Supremo: corrói sua autoridade e transforma poder sem controle em ameaça ao próprio Estado de Direito.

Neste 7 de Setembro, a sociedade precisa reagir, pacífica e democraticamente. É hora de dizer basta às práticas de exceção, restaurar os limites da Constituição e encerrar este triste período de abuso de poder. Nenhuma autoridade está acima da lei. É hora de resgatar o Brasil do arbítrio.

Fora Lula!

Fora Moraes!"

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