Congressistas cobram Rubio sobre entrada de Flávio nos EUA
Parlamentares democratas questionam se governo Trump facilitou a saída do senador; o Departamento de Estado tem até 13 de novembro para responder
Patrícia Vasconcellos
Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e senador Flávio Bolsonaro (RJ), em encontro nos Estados Unidos
Washington, D.C. — Um grupo de 25 parlamentares democratas enviou uma carta ao secretário de Estado Marco Rubio cobrando explicações sobre o possível envolvimento do governo dos Estados Unidos na saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil e em sua entrada em território norte-americano, após a derrota nas eleições presidenciais brasileiras.
Os congressistas querem saber se o Departamento de Estado, a Embaixada dos Estados Unidos em Brasília ou outras agências federais prestaram assistência ao senador, apesar de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou a entrega de seus passaportes e restringiu suas viagens internacionais.
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A carta cita reportagens publicadas em 27 de outubro, segundo as quais Flávio Bolsonaro deixou o Brasil após descumprir uma ordem judicial relacionada a uma investigação criminal por suspeitas de lavagem de dinheiro e outras irregularidades financeiras.
O documento também menciona informações de que um alto funcionário do Departamento de Estado teria afirmado que o governo norte-americano concederia vistos ao senador e a seus familiares, permitindo a entrada deles nos Estados Unidos.
Os parlamentares querem identificar quem autorizou a eventual concessão dos vistos, quando a decisão foi tomada e se as autoridades norte-americanas tinham conhecimento das restrições impostas pela Justiça brasileira.
"A questão central é direta: o Departamento de Estado, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil ou qualquer outra agência do governo norte-americano ajudou o senador Bolsonaro a viajar para os Estados Unidos ou a entrar no país, apesar da restrição judicial brasileira que, segundo as informações divulgadas, impedia sua saída?", questionam os congressistas.
Questionamentos sobre vistos e possível assistência
A carta apresenta 15 perguntas ao Departamento de Estado. Entre elas, os parlamentares querem saber se autoridades norte-americanas tiveram acesso à decisão do STF antes da saída de Flávio Bolsonaro e se verificaram se o senador estava legalmente autorizado a deixar o Brasil.
Os congressistas também questionam se funcionários do Departamento de Estado, da Casa Branca ou da Embaixada norte-americana mantiveram contato com o senador, seus familiares, advogados ou assessores políticos para discutir os preparativos da viagem.
Outro ponto é a possibilidade de assistência logística, incluindo organização de voos, documentação, transporte, acesso a aeroportos e planejamento da entrada nos Estados Unidos.
Os parlamentares perguntam ainda se houve coordenação entre o Departamento de Estado e órgãos responsáveis pela imigração, como o Departamento de Segurança Interna (DHS), a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) e o Serviço de Cidadania e Imigração (USCIS).
Uma das perguntas trata especificamente da possível participação de autoridades norte-americanas lotadas na Argentina ou no Equador na organização do itinerário de viagem do senador brasileiro.
Possível interferência nos assuntos internos do Brasil
A carta também levanta preocupações sobre as consequências diplomáticas de uma eventual assistência do governo Trump a Flávio Bolsonaro. Os congressistas questionam se o Departamento de Estado avaliou a possibilidade de que o apoio ao senador fosse interpretado como interferência em processos judiciais ou em assuntos políticos internos do Brasil.
Eles também querem saber se o governo norte-americano consultou o Departamento de Justiça sobre as implicações legais de facilitar a entrada de uma figura política estrangeira que, segundo as reportagens, teria deixado seu país em descumprimento de uma ordem judicial.
Prazo até 13 de novembro
Os 25 parlamentares estabeleceram o dia 13 de novembro de 2026 como prazo para que Marco Rubio apresente respostas por escrito. Também solicitaram que representantes do Departamento de Estado participem de uma reunião de esclarecimentos com assessores do Congresso dentro desse período.
Entre os signatários estão os deputados democratas Joaquin Castro, do Texas; Jasmine Crockett, também do Texas; Pramila Jayapal, de Washington; Rashida Tlaib, de Michigan; e Sydney Kamlager-Dove, da Califórnia.
No encerramento da carta, os parlamentares defendem que o Congresso tem o dever de fiscalizar a utilização de recursos diplomáticos e migratórios do governo norte-americano.
"O povo norte-americano e o Congresso têm um interesse legítimo em compreender se recursos diplomáticos e de imigração dos Estados Unidos foram utilizados para facilitar a viagem de uma figura política estrangeira nessas circunstâncias", afirma o documento.
A carta não apresenta uma conclusão sobre a existência de assistência do governo norte-americano. Os parlamentares solicitam esclarecimentos para determinar se houve participação de autoridades dos Estados Unidos e, em caso afirmativo, quem autorizou as medidas.
Congressistas cobram Rubio sobre entrada de Flávio nos EUAParlamentares democratas questionam se governo Trump facilitou a saída do senador; o Departamento de Estado tem até 13 de novembro para responderPolítica2026-10-30T14:45:44.596ZWashington, D.C. — Um grupo de 25 parlamentares democratas enviou uma carta ao secretário de Estado Marco Rubio cobrando explicações sobre o possível envolvimento do governo dos Estados Unidos na saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil e em sua entrada em território norte-americano, após a derrota nas eleições presidenciais brasileiras. Os congressistas querem saber se o Departamento de Estado, a Embaixada dos Estados Unidos em Brasília ou outras agências federais prestaram assistência ao senador, apesar de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou a entrega de seus passaportes e restringiu suas viagens internacionais. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Clique A carta cita reportagens publicadas em 27 de outubro, segundo as quais Flávio Bolsonaro deixou o Brasil após descumprir uma ordem judicial relacionada a uma investigação criminal por suspeitas de lavagem de dinheiro e outras irregularidades financeiras. O documento também menciona informações de que um alto funcionário do Departamento de Estado teria afirmado que o governo norte-americano concederia vistos ao senador e a seus familiares, permitindo a entrada deles nos Estados Unidos. + Os parlamentares querem identificar quem autorizou a eventual concessão dos vistos, quando a decisão foi tomada e se as autoridades norte-americanas tinham conhecimento das restrições impostas pela Justiça brasileira. "A questão central é direta: o Departamento de Estado, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil ou qualquer outra agência do governo norte-americano ajudou o senador Bolsonaro a viajar para os Estados Unidos ou a entrar no país, apesar da restrição judicial brasileira que, segundo as informações divulgadas, impedia sua saída?", questionam os congressistas. Questionamentos sobre vistos e possível assistência A carta apresenta 15 perguntas ao Departamento de Estado. Entre elas, os parlamentares querem saber se autoridades norte-americanas tiveram acesso à decisão do STF antes da saída de Flávio Bolsonaro e se verificaram se o senador estava legalmente autorizado a deixar o Brasil. Os congressistas também questionam se funcionários do Departamento de Estado, da Casa Branca ou da Embaixada norte-americana mantiveram contato com o senador, seus familiares, advogados ou assessores políticos para discutir os preparativos da viagem. Outro ponto é a possibilidade de assistência logística, incluindo organização de voos, documentação, transporte, acesso a aeroportos e planejamento da entrada nos Estados Unidos. Os parlamentares perguntam ainda se houve coordenação entre o Departamento de Estado e órgãos responsáveis pela imigração, como o Departamento de Segurança Interna (DHS), a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) e o Serviço de Cidadania e Imigração (USCIS). Uma das perguntas trata especificamente da possível participação de autoridades norte-americanas lotadas na Argentina ou no Equador na organização do itinerário de viagem do senador brasileiro. Possível interferência nos assuntos internos do Brasil A carta também levanta preocupações sobre as consequências diplomáticas de uma eventual assistência do governo Trump a Flávio Bolsonaro. Os congressistas questionam se o Departamento de Estado avaliou a possibilidade de que o apoio ao senador fosse interpretado como interferência em processos judiciais ou em assuntos políticos internos do Brasil. Eles também querem saber se o governo norte-americano consultou o Departamento de Justiça sobre as implicações legais de facilitar a entrada de uma figura política estrangeira que, segundo as reportagens, teria deixado seu país em descumprimento de uma ordem judicial. Prazo até 13 de novembro Os 25 parlamentares estabeleceram o dia 13 de novembro de 2026 como prazo para que Marco Rubio apresente respostas por escrito. Também solicitaram que representantes do Departamento de Estado participem de uma reunião de esclarecimentos com assessores do Congresso dentro desse período. Entre os signatários estão os deputados democratas Joaquin Castro, do Texas; Jasmine Crockett, também do Texas; Pramila Jayapal, de Washington; Rashida Tlaib, de Michigan; e Sydney Kamlager-Dove, da Califórnia. No encerramento da carta, os parlamentares defendem que o Congresso tem o dever de fiscalizar a utilização de recursos diplomáticos e migratórios do governo norte-americano. "O povo norte-americano e o Congresso têm um interesse legítimo em compreender se recursos diplomáticos e de imigração dos Estados Unidos foram utilizados para facilitar a viagem de uma figura política estrangeira nessas circunstâncias", afirma o documento. A carta não apresenta uma conclusão sobre a existência de assistência do governo norte-americano. Os parlamentares solicitam esclarecimentos para determinar se houve participação de autoridades dos Estados Unidos e, em caso afirmativo, quem autorizou as medidas. Leia a carta na íntegra.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/congressistas-cobram-rubio-sobre-entrada-de-flavio-nos-eua
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