Comissão do Senado aprova convite para Haddad explicar aumento do IOF
Senadores ainda não definiram data para ida do ministro da Fazenda à CAE; governo recuou parcialmente da alta do imposto
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Felipe Moraes
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad | Divulgação/MF
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal aprovou, nessa terça-feira (27), convite para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explicar aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), anunciado em 22 de maio. O requerimento partiu do senador Izalci Lucas (PL-DF).
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A alta do IOF gerou atritos e ruídos para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na semana passada, horas após anunciar congelamento de R$ 31,3 bilhões no Orçamento e alta do imposto, com objetivo de aumentar arrecadação e cumprir meta fiscal, a Fazenda voltou atrás em dois pontos: manteve alíquota zero (seria de 3,5%) sobre aplicações nacionais de investimentos em fundos no exterior e de 1,1% (em vez de 3,5%) sobre remessas de pessoas físicas enviadas para conta no exterior para investimento.
Na última sexta (23), em coletiva, Haddad admitiu reação negativa do mercado, alegou normalidade do recuo e argumentou que "havia brechas" no imposto e que "foram fechadas". Dias depois, na segunda (26), anunciou que governo deve tomar medida nesta semana para compensar revogação do aumento nesses dois pontos do IOF.
Também nesta semana, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, saiu em defesa do ministro da Fazenda e fez críticas ao patamar da taxa básica de juros, Selic, atualmente em 14,75% ao ano.
Por outro lado, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), fez recado direto ao Planalto nas redes sociais, sem citar diretamente o IOF. Afirmou que governo "não pode gastar sem freio e depois passar o volante para o Congresso segurar". "O Brasil não precisa de mais imposto. Precisa de menos desperdício", completou.
Comissão do Senado aprova convite para Haddad explicar aumento do IOFSenadores ainda não definiram data para ida do ministro da Fazenda à CAE; governo recuou parcialmente da alta do impostoPolítica2025-05-28T13:23:12.068ZA Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal aprovou, nessa terça-feira (27), convite para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explicar aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), anunciado em 22 de maio. O requerimento partiu do senador Izalci Lucas (PL-DF). A alta do IOF gerou atritos e ruídos para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na semana passada, horas após anunciar e alta do imposto, com objetivo de aumentar arrecadação e cumprir meta fiscal, a : manteve alíquota zero (seria de 3,5%) sobre aplicações nacionais de investimentos em fundos no exterior e de 1,1% (em vez de 3,5%) sobre remessas de pessoas físicas enviadas para conta no exterior para investimento. IOF: repercussão política Na última sexta (23), em coletiva, Haddad admitiu reação negativa do mercado, alegou normalidade do recuo e no imposto e que "foram fechadas". Dias depois, na segunda (26), anunciou que nesta semana para compensar revogação do aumento nesses dois pontos do IOF. Também nesta semana, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, saiu em defesa do ministro da Fazenda e fez críticas ao patamar da taxa básica de juros, Selic, atualmente em 14,75% ao ano. Por outro lado, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), fez recado direto ao Planalto nas redes sociais, sem citar diretamente o IOF. Afirmou que governo "não pode gastar sem freio e depois passar o volante para o Congresso segurar". "O Brasil não precisa de mais imposto. Precisa de menos desperdício", completou. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/comissao-do-senado-aprova-convite-para-haddad-explicar-aumento-do-iof