Política

Testemunhas na ação penal do golpe começam a depor nesta segunda (19)

STF ouvirá primeiro as testemunhas de acusação indicadas pela PGR; depois, prestam depoimento testemunhas do colaborador, Mauro Cid, e dos oito réus

P
Paola Cuenca
19/05/2025, 09:02 • Atualizado em 19/05/2025, 09:02
compartilhar
Supremo Tribunal Federal ouve testemunhas em ação que tornou Bolsonaro réu por golpe de Estado. | Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Supremo Tribunal Federal ouve testemunhas em ação que tornou Bolsonaro réu por golpe de Estado. | Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) dá início nesta segunda-feira (19) às audiências para ouvir as testemunhas, tanto de acusação quanto de defesa, na ação penal movida contra os supostos autores intelectuais da trama golpista. O chamado "núcleo 1" é composto por oito réus, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

A Procuradoria-Geral da República (PGR), responsável pela acusação, indicou seis testemunhas. As defesas dos réus elencaram 74 pessoas. Entre elas estão autoridades como os governadores Ibaneis Rocha, do Distrito Federal, e Tarcísio Freitas, de São Paulo. Militares também estão listados. É o caso do ex-comandante do Exército general Freire Gomes, do ex-comandante da Aeronáutica tenente-brigadeiro Baptista Junior, e do atual comandante da Marinha, almirante Marcos Olsen.

São réus na mesma ação penal, além de Bolsonaro, o ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem; o ex-comandante da Marinha Almir Garnier; o ex-ministro da Justiça Anderson Torres; o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Augusto Heleno; o ex-ajudante de ordens Mauro Cid, que fechou delação premiada; o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira; e o ex-ministro da Casa Civil e ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto.

A oitiva de testemunhas faz parte da instrução processual, etapa em que defesa e acusação trabalham para a produção de provas. Os ouvidos poderão ser questionados tanto pelo representante da PGR quanto pelos advogados de defesa.

O advogado e professor de Processo Penal da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) Rafael Soares chama a atenção para o fato de que algumas testemunhas já foram investigadas pela trama golpista – caso de Ibaneis Rocha, por exemplo. Como governador do Distrito Federal em 8 de janeiro, ele seria responsável pela segurança na Praça dos Três Poderes, invadida por apoiadores do ex-presidente Bolsonaro.

Soares explica que a indicação de testemunhas que já prestaram depoimento durante as investigações, conduzidas pela Polícia Federal, não é incomum. "São situações distintas. Na Polícia Federal, o depoimento é conduzido só pelo delegado com a perspectiva do que ele pensa sobre o caso. O depoimento passa a ter validade como prova, que justifica uma condenação ou absolvição, a partir do momento em que ele é introduzido no processo. Ele ganha um peso diferente para o Supremo Tribunal Federal e por isso há essa necessidade de ouvir mais uma vez. E certamente, serão depoimentos muito mais detalhados [em relação aos feitos pela PF]. Tanto defesa quanto acusação podem tentar desacreditar estes depoimentos", explicou Soares.

De acordo com a agenda estabelecida pelo relator do processo, o ministro Alexandre de Moraes, as oitivas acontecerão por videoconferência entre os dias 19 de maio e 2 de junho. Primeiro, serão ouvidas as testemunhas de acusação, na sequência as testemunhas do delator, o ex-ajudante de ordens tenente-coronel Mauro Cid. Por fim, serão chamadas as testemunhas de defesa dos oito réus.

Apesar da ação penal não tramitar em sigilo, as audiências de instrução não serão transmitidas. A imprensa foi proibida de fazer registros em áudio e vídeo dos depoimentos. Jornalistas credenciados poderão acompanhar as oitivas por meio de um telão disponibilizado pelo STF em uma sala reservada. De acordo com o Tribunal, a medida é respaldada no artigo 210 do Código de Processo Penal e foi imposta para evitar que o depoimento de uma testemunha interfira no depoimento de outra.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Catar e Suíça na Copa do Mundo; siga em tempo real

Catar e Suíça na Copa do Mundo; siga em tempo real

Imagem da notícia: Flávio lamenta não poder ver jogo da Copa com pai

Flávio lamenta não poder ver jogo da Copa com pai

Imagem da notícia: Irã descarta assinar acordo de paz com EUA no domingo (14)

Irã descarta assinar acordo de paz com EUA no domingo (14)

Imagem da notícia: Marrocos: de colônia ao protagonismo, além do gramado

Marrocos: de colônia ao protagonismo, além do gramado

Imagem da notícia: Catar e Suíça na Copa do Mundo; siga em tempo real

Catar e Suíça na Copa do Mundo; siga em tempo real

Imagem da notícia: Flávio lamenta não poder ver jogo da Copa com pai

Flávio lamenta não poder ver jogo da Copa com pai

Imagem da notícia: Irã descarta assinar acordo de paz com EUA no domingo (14)

Irã descarta assinar acordo de paz com EUA no domingo (14)

Imagem da notícia: Marrocos: de colônia ao protagonismo, além do gramado

Marrocos: de colônia ao protagonismo, além do gramado

Últimas notícias

Morre Vovô Anésio, fenômeno do TikTok, aos 88 anos

Influenciador conhecido pelo humor simples acumulava mais de 6,8 milhões de seguidores na plataforma digital ao lado do neto Caio Fiori

Lula a Ancelotti: "Copa a gente não disputa, a gente ganha"

Em recado a Ancelotti, presidente incentivou jogadores antes da estreia do Brasil contra o Marrocos neste sábado (13)

Mega-Sena: estreia do Brasil na Copa altera datas do sorteio

Concurso 3018 deste sábado (13) passou para domingo (14); horário também sofreu alteração

Nome de Trump é removido da fachada do Kennedy Center

Presidente colocou seu nome em cima do nome do ex-presidente; Justiça afirmou que medida aconteceu sem aprovação do Congresso

EUA abatem drones iranianos que tinham Ormuz como alvo

Ação aconteceu apesar de otimismo entre os países para acordo sobre o fim da guerra

Cotada para ministra de Flávio deixa corretora por campanha

Daniella Marques é vista como figura-chave para aproximar senador do público feminino