Com Zema, oposição volta a pedir impeachment de Gilmar e fim do inquérito das fake news
Ministro pediu investigação do ex-governador de Minas por vídeos em que crítica a atuação do Supremo com o uso de IA
Victor Schneider
Ao lado do pré-candidato a presidente Romeu Zema (Novo), a oposição ao governo Lula na Câmara anunciou nesta quarta-feira (22) uma série de medidas em reação ao que considera ser abuso de autoridade por parte do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), somado a uma omissão do procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet.
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Apesar da represália de Gilmar, Zema dobrou a aposta e, no feriado de Tiradentes, publicou outro vídeo dizendo que a causa por trás da luta dos inconfidentes mineiros não havia terminado. “No lugar da Coroa Portuguesa, se sentaram os intocáveis de Brasília”, ironizou, em referência aos magistrados da Corte.
O pacote de medidas anunciado pelo líder da oposição, deputado Cabo Gilberto (PL-PB), inclui a remoção de Gilmar do cargo, uma queixa-crime contra Gonet por prevaricação e um requerimento ao presidente do STF, Edson Fachin, para tomar providências e encerrar o inquérito das fake news.
O processo, que corre desde 2019 para apurar ataques e disseminação de informações falsas contra a Corte e seus integrantes, já foi prorrogado diversas vezes pelo relator Alexandre de Moraes e é visto por críticos do Supremo como um mecanismo de perseguição a quem não concorda com as decisões tomadas. Como mostrou o SBT News,o tema é tratado com preocupação por Fachin.
“Estou sendo tolhido da minha liberdade de expressão. Nem citar diretamente o ministro eu citei, quem viu lá viu que é um bonequinho, um fantoche. Será que não podemos mais fazer esse tipo de coisa, que é tão comum em toda a democracia no mundo?”, questionou o ex-governador mineiro.
Outro ponto abordado pela coletiva são novas exigências que o Partido Novo está movendo para a indicação de ministros, incluindo a exigência de idade mínima de 60 anos e a inclusão de outros órgãos na escolha, como a PGR e o Superior Tribunal de Justiça (STJ), no processo que hoje é privativo do presidente da República.
O pedido de impeachment contra Gilmar é um dos vários movidos contra integrantes do Supremo nos últimos anos. Questionado se a ação – que depende de uma maioria no Senado que a oposição hoje não tem – não representaria outro ato simbólico, Cabo Gilberto defendeu a estratégia:
“Água mole, pedra dura, tanto bate até que fura. Quantos pedidos de impeachment foram necessários apresentar nós iremos porque, ao contrário do PGR, nós não podemos prevaricar".
Flávio e Zema
Embora tenha o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como seu pré-candidato a presidente, Cabo Gilberto falou com bom humor sobre a candidatura de Zema e aventou a possibilidade de o mineiro entrar na chapa como vice.
Ao tratar sobre a ausência do senador na coletiva, o deputado disse que a pré-campanha se divide em diferentes funções, sendo a sua a de "soldado da ponta".
"Ele está cumprindo a agenda dele. A função de falar o que está acontecendo é nossa como liderança da oposição. Temos vários soldados nessa batalha para vencer essa guerra em outubro. Então o senador Flávio não precisa estar entrando em qualquer tipo de polêmica. Ele tem que continuar do jeito que está: falando com o centro, falando com as pessoas de forma moderada para trazê-las para o nosso lado", afirmou.
O ex-governador, por sua vez, disse que a proliferação de nomes no campo da direita é positiva e "dificulta a esquerda a apontar a metralhadora para só um candidato”. Zema comparou o quadro brasileiro ao cenário que levou à vitória de José António Kast no Chile e disse confiar que toda a direita estará junta no mesmo palanque em um eventual segundo turno contra Lula.
Impeachment do ministro da Justiça
Outro movimento da oposição, por iniciativa do deputado Hélio Lopes, será a apresentação de uma notícia-crime para remover do cargo o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, pelo episódio envolvendo a expulsão de um delegado da Polícia Federal (PF) dos Estados Unidos. Conforme os parlamentares, a ação não mirou diretamente o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, porque ele está hierarquicamente abaixo do ministro, a quem cabe as decisões em última instância ligadas ao ministério.
O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) disse que a atuação de Andrei no caso é “absolutamente irregular e ilegal” e cobrou explicações sobre o ato de reciprocidade anunciado nesta quarta (22) com a retirada de um agente americano que atuava no Brasil.
“Eu quero saber que tipo de profissional ele está mandando para fora do país e que tipo de ilegalidade eventualmente esse profissional americano cometeu para que uma pretensa política de reciprocidade se possa aplicar", afirmou van Hattem.
Com Zema, oposição volta a pedir impeachment de Gilmar e fim do inquérito das fake newsMinistro pediu investigação do ex-governador de Minas por vídeos em que crítica a atuação do Supremo com o uso de IAPolítica2026-04-22T21:21:30.511ZAo lado do pré-candidato a presidente Romeu Zema (Novo), a oposição ao governo Lula na Câmara anunciou nesta quarta-feira (22) uma série de medidas em reação ao que considera ser abuso de autoridade por parte do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), somado a uma omissão do procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet. O pano de fundo é o pela divulgação de vídeos com uso de inteligência artificial satirizando ministros do Supremo enquanto ainda era governador de Minas Gerais. Apesar da represália de Gilmar, Zema dobrou a aposta e, no feriado de Tiradentes, dizendo que a causa por trás da luta dos inconfidentes mineiros não havia terminado. “No lugar da Coroa Portuguesa, se sentaram os intocáveis de Brasília”, ironizou, em referência aos magistrados da Corte. O pacote de medidas anunciado pelo líder da oposição, deputado Cabo Gilberto (PL-PB), inclui a remoção de Gilmar do cargo, uma queixa-crime contra Gonet por prevaricação e um requerimento ao presidente do STF, Edson Fachin, para tomar providências e encerrar o inquérito das fake news. O processo, que corre desde 2019 para apurar ataques e disseminação de informações falsas contra a Corte e seus integrantes, já foi prorrogado diversas vezes pelo relator Alexandre de Moraes e é visto por críticos do Supremo como um mecanismo de perseguição a quem não concorda com as decisões tomadas. Como mostrou o SBT News, “Estou sendo tolhido da minha liberdade de expressão. Nem citar diretamente o ministro eu citei, quem viu lá viu que é um bonequinho, um fantoche. Será que não podemos mais fazer esse tipo de coisa, que é tão comum em toda a democracia no mundo?”, questionou o ex-governador mineiro. Outro ponto abordado pela coletiva são novas exigências que o Partido Novo está movendo para a indicação de ministros, incluindo a exigência de idade mínima de 60 anos e a inclusão de outros órgãos na escolha, como a PGR e o Superior Tribunal de Justiça (STJ), no processo que hoje é privativo do presidente da República. O pedido de impeachment contra Gilmar é um dos vários movidos contra integrantes do Supremo nos últimos anos. Questionado se a ação – que depende de uma maioria no Senado que a oposição hoje não tem – não representaria outro ato simbólico, Cabo Gilberto defendeu a estratégia: “Água mole, pedra dura, tanto bate até que fura. Quantos pedidos de impeachment foram necessários apresentar nós iremos porque, ao contrário do PGR, nós não podemos prevaricar". Flávio e Zema Embora tenha o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como seu pré-candidato a presidente, Cabo Gilberto falou com bom humor sobre a candidatura de Zema e aventou a possibilidade de o mineiro entrar na chapa como vice. Ao tratar sobre a ausência do senador na coletiva, o deputado disse que a pré-campanha se divide em diferentes funções, sendo a sua a de "soldado da ponta". "Ele está cumprindo a agenda dele. A função de falar o que está acontecendo é nossa como liderança da oposição. Temos vários soldados nessa batalha para vencer essa guerra em outubro. Então o senador Flávio não precisa estar entrando em qualquer tipo de polêmica. Ele tem que continuar do jeito que está: falando com o centro, falando com as pessoas de forma moderada para trazê-las para o nosso lado", afirmou. O ex-governador, por sua vez, disse que a proliferação de nomes no campo da direita é positiva e "dificulta a esquerda a apontar a metralhadora para só um candidato”. Zema comparou o quadro brasileiro ao cenário que levou à vitória de José António Kast no Chile e disse confiar que toda a direita estará junta no mesmo palanque em um eventual segundo turno contra Lula. Impeachment do ministro da Justiça Outro movimento da oposição, por iniciativa do deputado Hélio Lopes, será a apresentação de uma notícia-crime para remover do cargo o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, pelo episódio envolvendo a expulsão de um delegado da Polícia Federal (PF) dos Estados Unidos. Conforme os parlamentares, a ação não mirou diretamente o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, porque ele está hierarquicamente abaixo do ministro, a quem cabe as decisões em última instância ligadas ao ministério. O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) disse que a atuação de Andrei no caso é “absolutamente irregular e ilegal” e cobrou explicações sobre o ato de reciprocidade anunciado nesta quarta (22) com “Eu quero saber que tipo de profissional ele está mandando para fora do país e que tipo de ilegalidade eventualmente esse profissional americano cometeu para que uma pretensa política de reciprocidade se possa aplicar", afirmou van Hattem.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/com-zema-oposicao-volta-a-pedir-impeachment-de-gilmar-e-fim-do-inquerito-das-fake-news