Gilmar Mendes pede investigação de Zema no inquérito das fake news
Ministro do STF enviou notícia-crime após ex-governador publicar vídeo que sugere condutas ilícitas de magistrados no caso Banco Master


Cézar Feitoza
Jessica Cardoso
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu que o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, seja investigado no inquérito das fake news. A solicitação foi feita por meio de uma notícia-crime encaminhada ao relator do caso, ministro Alexandre de Moraes.
O procedimento está sob sigilo. As informações foram confirmadas pelo SBT News nesta segunda-feira (20).
O pedido foi apresentado após Zema divulgar, nas redes sociais, um vídeo que sugere condutas ilícitas do decano do STF. O material foi produzido com uso de inteligência artificial.
Na gravação, Gilmar Mendes aparece em uma conversa fictícia com o ministro Dias Toffoli, em referência ao caso Banco Master. Os dois são retratados por bonecos.
O vídeo simula um diálogo sobre a decisão de Mendes que anulou a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da empresa Maridt Participações, ligada à família de Toffoli. A medida havia sido aprovada pela CPI do Crime Organizado.
O SBT News procurou Zema para comentar o caso e aguarda retorno.
Inquérito das fake news
Aberto em março de 2019 pelo então presidente do STF Dias Toffoli, o inquérito das fake news apura ataques e a disseminação de informações falsas contra a Corte e seus integrantes. Sob relatoria de Alexandre de Moraes, o procedimento foi prorrogado diversas vezes e segue em andamento.
Maridt e Master
A Maridt Participações, empresa dos irmãos do ministro Dias Toffoli — e da qual ele próprio afirmou ser sócio — vendeu participação no resort de luxo Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), ao Arleen Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia. O fundo é administrado pela gestora Reag, ligada a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.








