Cobrança de Lula a ministros vai melhorar relação do governo com Congresso? Veja análise
Após reunião com presidente da Câmara, chefe do Executivo deu recados públicos a Alckmin e Haddad sobre articulação política
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Felipe Moraes, Leonardo Cavalcanti
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A nova cobrança pública do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a ministros, como Fernando Haddad (Fazenda) e o também vice-presidente Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), pode melhorar a relação do Executivo com o Congresso Nacional? Quem analisa o assunto é o jornalista Leonardo Cavalcanti, no Brasil Agora desta terça-feira (22).
Para o repórter do SBT News, o fato de Arthur Lira (PP-AL) estar no último ano como presidente da Câmara dos Deputados conta para atritos e ruídos nesse diálogo entre Legislativo e governo.
"Aqui em Brasília, a gente tem expressão que diz o seguinte: quando a pessoa está perdendo poder, o café não vem mais quente, vem frio. Depois do recesso, campanha eleitoral, pautas-bomba... Claramente, Lira vai pressionar pra ver se consegue manter o café aquecido até o fim do mandato", analisa Cavalcanti.
O jornalista acredita que o governo Lula "também trabalha com esse prazo" até a próxima eleição para a presidência da Câmara, no início de 2025. "Não é de escantear Lira. Tanto é que recado de Lula em relação a ministros vem depois do encontro com Lira", diz.
Por isso, os próximos movimentos de Lira vão ser tanto de encontrar sucessor viável quanto sobre o que deve fazer e como se comportar nos próximos dois anos de mandato.
"Se falava, no início do governo Lula, de ministério pra Lira. Hoje é improvável neste momento? Mais difícil. Por conta desse avanço contra o governo. Não duvido que, de alguma forma, esse movimento possa voltar", indica Cavalcanti.
Comparando Lira com o presidente do Senado e do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que costuma ser mais moderado nos posicionamentos, o jornalista vê expectativas políticas distintas nos dois.
"O estado de Lira [Alagoas] tem população menor. Consegue fazer movimentos agressivos, nessa perspectiva também mais local. Estado de Pacheco [Minas Gerais] é um dos maiores colégios eleitorais e dividido politicamente. Ele tem que se equilibrar e ser mais discreto nesses movimentos", aponta.
Assista ao Brasil Agora desta terça (22):
Cobrança de Lula a ministros vai melhorar relação do governo com Congresso? Veja análiseApós reunião com presidente da Câmara, chefe do Executivo deu recados públicos a Alckmin e Haddad sobre articulação políticaPolítica2024-04-23T12:26:24.295Z A do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a ministros, como (Fazenda) e o também vice-presidente Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), pode melhorar a relação do Executivo com o Congresso Nacional? Quem analisa o assunto é o jornalista Leonardo Cavalcanti, no Brasil Agora desta terça-feira (22). Para o repórter do SBT News, o fato de Arthur Lira (PP-AL) estar no último ano como presidente da Câmara dos Deputados conta para atritos e ruídos nesse diálogo entre Legislativo e governo. "Aqui em Brasília, a gente tem expressão que diz o seguinte: quando a pessoa está perdendo poder, o café não vem mais quente, vem frio. Depois do recesso, campanha eleitoral, pautas-bomba... Claramente, Lira vai pressionar pra ver se consegue manter o café aquecido até o fim do mandato", analisa Cavalcanti. O jornalista acredita que o governo Lula "também trabalha com esse prazo" até a próxima eleição para a presidência da Câmara, no início de 2025. "Não é de escantear Lira. Tanto é que recado de Lula em relação a ministros vem depois do encontro com Lira", diz. Por isso, os próximos movimentos de Lira vão ser tanto de encontrar sucessor viável quanto sobre o que deve fazer e como se comportar nos próximos dois anos de mandato. "Se falava, no início do governo Lula, de ministério pra Lira. Hoje é improvável neste momento? Mais difícil. Por conta desse avanço contra o governo. Não duvido que, de alguma forma, esse movimento possa voltar", indica Cavalcanti. Comparando Lira com o presidente do Senado e do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que costuma ser mais moderado nos posicionamentos, o jornalista vê expectativas políticas distintas nos dois. "O estado de Lira [Alagoas] tem população menor. Consegue fazer movimentos agressivos, nessa perspectiva também mais local. Estado de Pacheco [Minas Gerais] é um dos maiores colégios eleitorais e dividido politicamente. Ele tem que se equilibrar e ser mais discreto nesses movimentos", aponta. Assista ao Brasil Agora desta terça (22): São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/cobranca-de-lula-a-ministros-vai-melhorar-relacao-do-governo-com-congresso-veja-analise